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Março 2014

Quercus apresenta publicamente o projeto LIFE TAXUS, no dia 28 Março, 6ª feira, às 14h

No próximo dia 28 de Março, pelas 14h00, a Quercus irá apresentar publicamente o projeto...

Quercus e Plataforma Transgénicos Fora pedem aos autarcas que abandonem uso de herbicidas

A QUERCUS e a Plataforma Transgénicos Fora (PTF), onde estão representadas as principais associações portuguesas...

Quercus defende ações urgentes no combate à Vespa-asiática, que está a ameaçar a apicultura

A introdução fortuita ou intencional de espécies exóticas é hoje em dia considerada uma das...

Dia Mundial da Floresta: Plantações florestais industriais não são florestas!

No Dia Mundial da Floresta, as organizações da sociedade civil LPN, GEOTA, GAIA, FAPAS, A...

Quercus e Ecodepur® ‘oferecem’ ETAR compacta para tratamento de efluentes urbanos

Deve ser cumprida meta de 90% da população portuguesa com águas residuais tratadas até 2020!...

Quercus e PANINI lançam nova edição de cromos colecionáveis do mundo animal

Foi lançada, no âmbito da parceria entre a PANINI e a Quercus, mais uma edição...

sapal vrsaPor ocasião do 39º aniversário da criação da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (RNSCMVRSA), e a Quercus, à semelhança do que tem vindo a fazer para as outras Áreas Protegidas, faz uma retrospectiva do que de positivo e negativo foi feito e identifica as ameaças e as oportunidades. Em 1975, o Estado Português tomou a iniciativa de criar a segunda área protegida do País, tendo por base um inquérito/estudo efetuado no Sapal de Castro Marim-Vila Real de Santo António, no qual se verificou a existência de um fenómeno de degradação do meio ambiente. É de salientar a preocupação demonstrada pelo poder político da altura em preservar os interesses biológicos da zona, os valores arquitetónicos pré-históricos e a importância dada aos setores económicos tradicionais, como a pesca, a exploração de salinas e o turismo. Desde a sua criação, foi possível manter os interesses ecológicos, ictiológicos e ornitológicos do sapal, que é reconhecido pela sua importância para a reprodução de várias espécies, funcionando como uma área de criação natural (nursery). A Reserva possui uma fauna muito diversificada, onde se destacam espécies estuarinas e migradoras, como a dourada e o robalo que apresentam elevado valor comercial, e espécies dulciaquícolas e migradoras, como o Sável, a Savelha e a Lampreia-marinha que atualmente se encontram ameaçadas. É ainda local de passagem, invernada e nidificação de várias espécies da avifauna, com registos de ocorrência de 169 espécies regulares e 17 espécies que ocorrem de forma ocasional, na sua maioria aves aquáticas com elevado valor de conservação, como o Pernilongo, o Colhereiro, o Flamingo, o Alfaiate, o Alcaravão, a Andorinha-do-mar-anã e a Calhandrinha-das-marismas. No que respeita à flora, na área da Reserva Natural encontram-se registadas 462 espécies de plantas, das quais se destacam Picris algarbiensis — um endemismo lusitânico, Limonium diffusum, Beta macrocarpa e Spartina maritima. Desde a criação da Reserva Natural, foram executadas medidas que contribuíram para aumentar os valores de conservação do património natural desta área, como a interdição do exercício da caça, a inserção na Lista de Sítios da Convenção de Ramsar, que inclui todas as zonas húmidas de importância internacional, a integração de grande parte da área da RNSCMVRSA na Rede Natura 2000 (é Sitio de Importância Comunitária Ria Formosa/Castro Marim e Zona de Proteção Especial “Sapais de Castro Marim”). Foram, também, incrementadas medidas para valorar a economia local apostando na certificação de produtos tradicionais da região, como é caso do sal marinho e flor de sal de Castro Marim. Contudo, esta área protegida tem sido afetada por vários promotores de alterações que perturbam o seu ciclo natural, como é exemplo a invasão das margens do rio Guadiana por plantas exóticas, nomeadamente a Spartina densiflora, a predação de espécies autóctones por cães vadios e a elevada taxa de mortalidade da avifauna, provocada pelo embate em linhas de transporte de energia. A Quercus vem assim exigir a implementação de um programa de controlo e monitorização de espécies exóticas e uma maior vigilância e verificação da conduta dos visitantes na área da Reserva Natural, de modo a reduzir os ataques à fauna ameaçada. Visto que se trata de uma zona de passagem e nidificação da avifauna, a Quercus alerta para a necessidade de uma melhor sinalização das linhas de transporte de energia e, se possível, a sua relocalização. A RNSCMVRSA é ainda confrontada com outros fatores de ameaça, como o abandono de práticas tradicionais de agricultura e de salicultura, agora substituída por técnicas industriais, a conversão de salinas em tanques para aquacultura, a extração ilegal de inertes que provoca a destruição das zonas de reprodução e a crescente pressão urbanística, aliada à pressão turística balnear, para a construção da segunda habitação. Por sua vez, a Reserva Natural ostenta enormes potencialidades associadas aos setores económicos do turismo, da aquacultura, da salicultura e da agricultura, recuperando técnicas tradicionais. Exemplos disto mesmo seria incentivar a aposta na promoção ativa do turismo de natureza, com a contratualização da gestão de estruturas de visitação, na agricultura biológica, na valorização da pesca artesanal e da produção de peixe em regime extensivo (sem alterar a morfologia das antigas salinas e com financiamento da baixa produtividade para produção de peixe de qualidade), bem como na certificação de produtos regionais. Neste contexto, para avaliar a Área Protegida foi elaborado um quadro, em baixo, com base numa análise que apresenta o diagnóstico (Forças e Fraquezas) e o prognóstico (Oportunidades e Ameaças). A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza tabela sapal vrsa Artigos relacionados: Paisagem Protegida da Serra do Açor: Quercus quer ampliação da Área Protegida Quercus faz avaliação da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto e identifica forças, fraquezas, ameaças e oportunidades Quercus faz uma retrospectiva do que de positivo e negativo foi feito e identifica as ameaças e as oportunidades -Parque Natural de Sintra – Cascais Quercus avalia Áreas Protegidas: Paisagem Protegida da Serra do Açor será primeira, já a 3 de Março

No próximo dia 28 de Março, a Quercus irá apresentar em Manteigas o projeto “LIFE...

Quercus avalia Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António

Por ocasião do 39º aniversário da criação da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim...

Relatório do IPCC sobre impactes das alterações climáticas revela futuro ameaçador para a Europa

O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) é o organismo criado pelo Programa das Nações...
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