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Polinizadores

A Quercus divulga o Guia para Cidades Amigas dos Polinizadores, que traduziu e adaptou para a língua portuguesa.
Esta é uma publicação da European Commission elaborada pela ICLEI Europe com colaboração técnica da União Internacional para a Conservação da Natureza.
Esta ação enquadra-se no projeto SOS Polinizadores da Quercus, apoiado pelo Grupo Jerónimo Martins.
Consulte o Folheto.

Veja o episódio do Minuto Verde sobre o Guia:

Parceiro Estratégico:

Grande diversidade de polinizadores

Se bem que as abelhas melíferas sejam fundamentais no processo de polinização, muitos outros insectos como as abelhas selvagens (mais de 2500 espécies na Europa), borboletas e moscas de determinadas famílias, têm também um papel fundamental nesta actividade estando uns mais adaptados a polinizar certas plantas e outros mais preparados para outras espécies, numa complementaridade que mantém vivos os ecossistemas.

Este processo fundamental para a biodiversidade do meio natural é também importante para as culturas agrícolas estando provado que a melhoria da capacidade de polinização numa determinada área ou cultura aumenta não só a produção mas também a sua qualidade sendo pois também benéfica ao nível da qualidade dos alimentos produzidos.

Serviços dos ecossistemas em causa

Estima-se que pelo menos 80% das culturas agrícolas mundiais necessitem de polinização para dar semente. É pois no âmbito deste papel dos insectos polinizadores que podemos falar dos serviços dos polinizadores nos ecossistemas agrícolas e consequentemente também do valor económico associado aos mesmos. Só na Europa o valor anual estimado dos polinizadores é de 22.000 milhões de euros.

São muitas as ameaças que têm conduzido nos últimos anos ao declínio das populações de abelhas e outros insectos polinizadores. Não se pode apontar apenas para um factor responsável por esta situação actuando todos eles em conjunto em maior ou menor grau conforme as espécies e as regiões mas com resultados que à escala global estão a levar à redução das populações dos polinizadores.

Muitos são os estudos e relatórios que apresentam o declínio e degradação nos habitats e consequente falta de alimento, a utilização crescente de pesticidas, doenças e parasitas diversos associados á intensificação do uso das áreas agrícolas como factores decisivos nesta perda de biodiversidade.

Campanha pelos polonizadores

Hora de agir

 Perante esse cenário têm sido lançadas iniciativas a nível internacional para a tomada de consciência para esta situação, viradas para o aprofundamento do conhecimento sobre o papel destes insectos, alterações das práticas agro-ambientais de gestão e redução do uso de agro-químicos. A própria Convenção sobre Diversidade Biológica definiu uma “Iniciativa Internacional para Conservação e Uso Sustentável de Polinizadores” e a nível regional outras iniciativas do género foram estabelecidas incluindo na Europa.

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A actividade agrícola tem de passar a considerar cada vez mais o papel destes insectos, apostando-se na manutenção dum mosaico nos nossos campos de modo a que as áreas naturais se intercalem com as áreas agrícolas e permitam criar zonas de abrigo aos mesmos. Manutenção de áreas com espécies florais selvagens, com faixas mais naturais entre espaços agrícolas ou plantação de espécies com mais produção floral para ajudar estes insectos são algumas medidas possíveis de aplicação no terreno.

O uso de insecticidas tem de ser reduzido e alguns dos produtos utilizados terão de ser abolidos da comercialização visto estar provada a sua toxicidade, nomeadamente para as abelhas. Um grupo de substâncias designadas por neonicotinóides, produzidas em grande parte pelas empresas Bayer e Syngenta, foram consistentemente apontadas como uma das causas para o colapso de muitas colónias de abelhas. Neste campo houve importantes desenvolvimentos na Europa nos últimos anos com muita pressão popular para se banirem os neonicotinóides e a exigir maior acção para proteger os polinizadores. Embora com o voto contra de Portugal, representado pela Ministra Assunção Cristas, foi aprovada na Comissão Europeia a proibição de 3 neonicotinóides. A proibição é parcial e temporária e há sérios receios que nos próximos 2 anos o forte lóbi das empresas agro-químicas consiga reverter a proibição.

Também é preciso controlar o uso crescente de herbicidas no nosso País, situação que a Quercus tem vindo a denunciar nos últimos anos, visto que reduz a biodiversidade e a disponibilidade alimentar para estes insectos. É neste sentido que a utilização de medidas agro-ambientais e a aposta na agricultura biológica ganha mais valor como forma de manter os ecossistemas agrícolas mais saudáveis e resistentes.

Campanha pelos polinizadores

A Quercus, ciente da importância da temática dos polinizadores, vai levar a cabo uma campanha para a sua defesa para que a população em geral, os agricultores, apicultores e entidades com competências nesta matéria conjuguem esforços no sentido de valorizarmos e protegermos este grupo de insectos tão fundamentais à conservação dos nossos ecossistemas, à economia agrícola e à nossa subsistência alimentar

Esta campanha, que tem já o apoio do grupo Jerónimo Martins, vai incluir a publicação de materiais de informação e sensibilização, várias sessões do filme “Abelhas e Homens” pelo país e pressão política e internacional no sentido de protecção dos polinizadores.