Casas dos Guardas Florestais abandonadas no Parque Natural do Alvão

Património do Estado ao abandono e vandalizado

 

casas guardas florestais 01Em deslocação ao Parque Natural do Alvão, a Quercus verificou que as Casas dos Guardas Florestais estão em estado de degradação e absoluto abandono. O cenário é de portas e janelas arrombadas, o interior das casas transformado em lixeira, paredes vandalizadas e telhados partidos.

 

O mais grave é que esta situação se arrasta há mais de uma dezena de anos sem que as autoridades tomem medidas.

 

Um local como o Parque Natural do Alvão, que se tem vindo tornar cada vez mais um ponto de referência nacional, tanto a nível de fauna como de flora, continua a ser deixado ao acaso.

 

Estas duas casas florestais, uma situada junto à estrada que liga Lamas do Olo a Mondim de Basto e outra no lugar de Fojo junto às Fisgas do Ermelo, são o espelho do desleixo a que estão sujeitas as áreas protegidas e florestais.

 

Cada vez mais fustigadas pelos incêndios, as nossas florestas e paisagens naturais, estão a ser menosprezadas. Estas estruturas podem ser facilmente recuperadas e utilizadas para albergarem vigilantes (pelo menos durante o dia) que são um factor dissuasor da actividade de incendiários e de caçadores furtivos.

 

Património edificado do Estado que seria uma mais-valia para a manutenção e salvaguarda deste Parque Natural e que acabarão em ruínas, se nada for feito.

 

Esta degradação e abandono do Património do Estado pode traduzir – se numa mensagem clara de que o “local está abandonado podem pegar fogo à vontade e fazer tudo o que quiserem pois não há qualquer vigilância”.

 

As imagens em anexo falam por si e mostram um exemplo de Património prestes a perder-se na história por inação das autoridades competentes.

 

Não é uma questão de investir milhões em algo que não existe, mas sim dar uso a recursos e atenção a uma região de estatuto de área protegida. Com uns poucos milhares de euros as casas poderiam se recuperadas e ser devolvidas ao uso para que foram criadas.

 

A Quercus alerta para esta situação inadmissível e apela ao Instituto da Conservação Natureza e Florestas (ICNF) para que faça as obras de manutenção necessárias à dignidade e simbolismo das casas dos Guardas Florestais do Parque Natural do Alvão.

 

 

Lisboa, 31 de Outubro de 2016.

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza 

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