Novos aliados de peso juntam-se à campanha por um Algarve Livre de Petróleo

Para quê criar mau ambiente?

Ajude a salvar o Algarve da exploração de petróleo e gás natural

 

costavicentivaUm grupo constituído por 14 associações e ONGAs, incluindo a norte-americana NRDC, a suíça OCEANCARE ou a espanhola Alianza Mar Blava, enviou um manifesto à PALP e ao Governo português, deixando o seu alerta e preocupação perante os tremendos impactos negativos das pesquisas sísmicas nos ecossistemas marinhos, resultantes das actividades de pesquisa e prospecção de petróleo e gás natural em curso ao largo de toda a costa algarvia.

 

Neste mês, a Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP), recebeu um novo fôlego graças ao apoio dado por várias instituições estrangeiras de renome que estão muito preocupadas com a prospecção de hidrocarbonetos no Algarve. Assim, para além da troca de informações cruciais para a progressão desta campanha por um Algarve sustentável, estas associações enviaram uma declaração para o governo português (em anexo) que demonstra as suas profundas preocupações sobre as notícias de prospecção e exploração de petróleo e gás natural, em Portugal.

 

Nesta declaração, frisam a elevada biodiversidade marinha que ocorre no Algarve, incluindo várias espécies de golfinhos, orcas, baleias-anãs, tartarugas-marinhas, aves marinhas e ainda vários peixes como o tubarão-azul. Reconhecem ainda o Algarve como uma zona paradisíaca, com praias de areias macias e douradas, consideradas gemas à espera de serem descobertas.

 

A pesca e a produção de marisco não ficam de fora das suas preocupações, relembrando que o Algarve é uma das regiões portuguesas onde a pesca possui um impacto social bastante significativo, possuindo várias comunidades com tradições muito enraizadas e uma dependência económica nas pescas ou em actividades associadas à pesca ou ao marisco.

 

Nesta declaração as organizações internacionais que a subscrevem estão em consonância com a PALP - a prospecção e exploração de petróleo e gás natural poderá ter consequências www.palp.pt

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Lisboa, 26 de Fevereiro de 2016

 

A Direção da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

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