Turismo e ambiente

Portugal é sem dúvida um interessante e importante destino turístico e como tal deve ser convenientemente planeado no sentido de não se tornar auto-destrutivo, garantindo a manutenção dos valores naturais e humanos que sustentam a própria actividade.

 

Hélder Spínola*

 

Actualmente, o principal factor que leva ao surgimento de projectos turísticos numa determinada região prende-se com a existência de valores naturais preservados. Os pequenos paraísos ainda existentes junto ao litoral e em algumas zonas do interior do país são muito apetecidos pelos promotores turísticos que procuram, juntamente com os seus investimentos, “vender” os vários componentes da natureza: clima, ar puro, biodiversidade, paisagem, mar, etc. 

 

Os valores naturais existentes no país podem e devem ser potenciados ao nível turístico mas sem comprometê-los. Significa isto que não é admissível fazer entrar nos espaços com estatuto de protecção investimentos que descaracterizam e provocam desequilíbrios profundos no seu estado de conservação.

 

A riqueza natural do país deve ser vista como uma mais valia para um turismo regrado e de qualidade e como tal as infra-estruturas de apoio a esse mesmo turismo devem ser convenientemente dimensionadas e localizadas. É necessário investir num modelo turístico sustentável e extensivo que valorize a riqueza natural de Portugal sem a destruir. 

 

Infelizmente, na grande maioria dos casos não é isso que tem sido feito.

 

 

  • Presidente da Direcção Nacional da Quercus

 

 

 

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