Quercus CONTRA terceira travessia rodoviária do Tejo entre Algés e Trafaria

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza repudia fortemente a intenção do actual Governo demissionário de pretender avançar com a uma terceira travessia rodoviária, em ponte ou túnel, entre Algés e Trafaria.

 

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Tal intenção, de acordo, com estudos preliminares da Lusoponte, implicará um aumento imediato de tráfego superior a 10% em relação ao actual tráfego na ponte 25 de Abril e especialistas de tráfego em diferentes reuniões sobre esta problemática estimam que demorará 3 anos à nova solução ficar congestionada.

 

Esta decisão está em contradição clara com:

- o cumprimento da legislação de qualidade do ar na Área Metropolitana de Lisboa, onde actualmente Portugal muito acima do limite em relação a diversos poluentes;

- o agravamento do incumprimento do Protocolo de Quioto em que os transportes rodoviários são os principais responsáveis em termos de crescimento;

- o continuar da despromoção e do menor uso dos transportes públicos na Grande Lisboa e de estímulo ao transporte rodoviário individual

- uma política de maior estímulo à dependência do petróleo, pelos maiores consumos verificados, quando o objectivo que o Governo anuncia é o oposto;

- uma falta de coerência enorme com uma correcta política de mobilidade sustentável para a região de Lisboa e para o país.

 

Primeiro, qualquer Governo em conjunto com as autarquias tem de resolver:

- o estacionamento ilegal no interior de Lisboa;

- a equidade das portagens de acesso à cidade de Lisboa como forma de limitar o uso do transporte individual;

- efectuar melhorias dos transportes públicos colectivos e recuperar passageiros perdidos.

- pôr a Autoridade Metropolitana de Lisboa a funcionar devidamente e em velocidade de cruzeiro antes de qualquer decisão.

 

Quercus revela evolução de tráfego nas duas travessias rodoviárias do Tejo – aumento de tráfego só mostra falência de uma política de mobilidade sustentável

 

A Quercus solicitou recentemente ao Instituto de Estradas de Portugal os dados de tráfego nos sentidos Sul/Norte e Norte/sul das duas pontes (25 de Abril e Vasco da Gama) entre 2002 e 2004. Como os dados fornecidos se referem apenas até ao final do terceiro trimestre de 2004, as comparações são feitas para os três anos entre Janeiro e Setembro. 

 

Assim, houve um aumento de 7,3% entre 2002 e 2004 no número de veículos que atravessam a ponte 25 de Abril em ambos os sentidos (passou de 39,9 milhões de veículos entre Janeiro e Setembro para 42,8 milhões). No caso da ponte Vasco da Gama, esse aumento foi de 1,2% (18,3 para 18,6 milhões de veículos).

 

Estes dados confirmam porque é que o transporte público tem vindo a decair e é insustentável do ponto de vista do aumento do congestionamento e das emissões a construção de uma nova travessia que só irá retirar mais pessoas ao sistema público de transportes.

 

Lisboa, 18 de Janeiro de 2005

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

 

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