Quercus e Compal Fresh reforçam parceria para proteger a Biodiversidade no Sudoeste Alentejano

A Quercus e a Compal Fresh acordaram reforçar a sua parceria estratégica com o objectivo de contribuir para a conservação da Biodiversidade no Sudoeste Alentejano. Esta medida visa salvaguardar um sistema de lagoas temporárias essenciais à preservação do cágado-de-carapaça-estriada, uma espécie “em perigo” de extinção, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados.

 

A área de intervenção do projecto, localizada no Sudoeste Alentejano, é uma das três áreas mais importantes para esta espécie em Portugal. Por essa razão, esta acção pretende ser também um exemplo de colaboração com os proprietários locais na gestão activa de habitats, compatibilizando a sua actividade económica, neste caso agricultura e criação de gado, com a manutenção de espécies e habitats em estado favorável de conservação.

 

Sendo uma das entidades fundadoras do projecto Condomínio da Terra, Compal Fresh decidiu apoiar este projecto da Quercus, com o compromisso de preservar o habitat natural de uma espécie em vias de extinção, ameaçado pelas alterações climáticas. Compal Fresh é uma marca com uma personalidade activista e irreverente, defensora das medidas de combate às alterações climáticas, através do apoio e promoção de comportamentos e atitudes que favoreçam o arrefecimento global do planeta.

 

O que se pretende fazer

 

Preservar as charcas temporárias e diminuir a pressão do pastoreio nas áreas contíguas são medidas que pretendem estabilizar e inverter a redução da população desta espécie nos próximos anos. De entre as acções previstas pela Quercus e por Compal Fresh constam a instalação ou a manutenção de vedações para a protecção de quatro lagoas temporárias que ocupam 2 hectares, a instalação de 8 hectares de pastagem melhorada para permitir a moderação do pastoreio na área contígua às lagoas, comprometendo-se o proprietário a não mobilizar o solo e a não drenar estas zonas húmidas.

 

Está igualmente prevista a monitorização da evolução da população da espécie e do habitat, bem como dos factores de ameaça existentes. Algumas das acções serão concretizadas com a ajuda de voluntários que queiram colaborar, estando prevista uma acção de instalação de duas vedações para os dias 20 e 21 de Junho. As inscrições para o voluntariado devem ser efectuadas para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

Um acordo de custódia da natureza!

 

A custódia da natureza consiste num conjunto de estratégias e instrumentos que pretendem envolver os proprietários e utilizadores do território na conservação e bom uso dos valores naturais, culturais e paisagísticos. Para o conseguir, promovem-se acordos e mecanismos de colaboração contínua entre os proprietários, entidades de custódia e outros agentes públicos ou privados.

 

Este projecto tem o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (DGAC Sul) e a colaboração de investigadores especialistas na conservação do cágado-de-carapaça-estriada e da flora e habitats.

 

 

Lisboa, 17 de Junho de 2009

 

A Direcção Nacional da Quercus-ANCN

 

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Sobre as zonas húmidas do Sudoeste

 

Algumas zonas húmidas do Sudoeste possuem importantes populações de cágado-de-carapaça-estriada que necessitam de medidas urgentes de conservação. Em geral, a espécie ocorre em depressões sazonalmente inundadas por uma pequena altura de água doce, colonizadas por vegetação bem adaptada, anfíbia e efémera, de floração primaveril e de elevada diversidade, em certos casos consideradas habitats prioritários no âmbito da União Europeia. São habitats de ocorrência rara e fortemente ameaçados pelas alterações climáticas e pela acção humana no terreno. O paul de Budens e a ribeira de Aljezur são outros locais importantes na região para a preservação da espécie.

 

Sobre o cágado-de-carapaça-estriada

 

O cágado-de-carapaça-estriada, com o nome científico de Emys orbicularis, é uma das duas tartarugas de água doce existente em Portugal. Trata-se de um pequeno réptil que pode atingir 16 centímetros de comprimento e pesar cerca de 500 gramas. Distingue-se do outro cágado, com o qual pode coexistir, por possuir estrias de cor amarelada na carapaça.

 

Esta espécie, “em perigo” de extinção de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados, prefere habitats dulceaquícolas de águas paradas ou corrente lenta e necessita de boa cobertura de vegetação aquática, sem que esta cubra completamente as margens.

 

Muito rara a norte do rio Tejo, aparece com maior abundância nas bacias hidrográficas do Guadiana, entre os rios Mira e Arade e está particularmente em perigo nos charcos temporários do Sudoeste. Alimenta-se de invertebrados aquáticos e, em menor proporção, de larvas de anfíbios e pequenos peixes. Pode viver de 40 a 60 anos.

 

Sobre os factores de ameaça à espécie

 

As principais ameaças às zonas húmidas das quais a espécie depende são a drenagem, os aterros, a destruição da vegetação, a sobre-exploração dos recursos hídricos e a poluição resultante de descargas de efluentes, pesticidas e fertilizantes.

 

 

 

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