Em pleno Dia Mundial da Terra, assinalado a 22 de abril, a Quercus lança a 5ª edição do passatempo “Constrói um hotel de insetos polinizadores”, dirigido a cidadãos e escolas e promovido anualmente no âmbito do projeto SOS Polinizadores.
Poucas semanas após a aprovação do Plano de Ação para a Conservação e Sustentabilidade dos Polinizadores em Portugal, a Quercus reforça a sua ação de mais de uma década na capacitação da sociedade para uma participação ativa na proteção destes organismos, com vista a reverter o seu declínio até 2030.
Melhores “hotéis” de insetos serão premiados
Os cidadãos e turmas interessados em participar no passatempo deverão publicar as fotografias do seu trabalho na rede social Instagram até 20 de maio, Dia Mundial da Abelha, seguindo as instruções do regulamento publicado em https://polinizadores.quercus.pt/passatempo-polinizadores-2026/, onde se disponibiliza um manual técnico da Ciência Viva para auxiliar na execução da tarefa.
A avaliação dos “hotéis” de insetos candidatos será feita por um júri composto por elementos de várias entidades, que irão selecionar os que melhor cumprem os requisitos técnicos necessários para garantir a sua eficácia enquanto locais de abrigo e nidificação para insetos polinizadores em jardins, hortas e outros espaços verdes.
Entre os prémios a atribuir aos “hotéis” de insetos melhor classificados incluem-se estadias em turismo de natureza; entradas para o Oceanário de Lisboa e o Pavilhão do Conhecimento; kits de material escolar ou a oportunidade de apadrinhar um animal selvagem e assistir à sua libertação na natureza.
Com mais de 200 participações individuais e coletivas nas quatro edições anteriores, este passatempo tem como parceiros estratégicos a Jerónimo Martins e a Ciência Viva, contando com o apoio da Faber-Castell.
Quercus sugere outras medidas para cidades mais amigas dos polinizadores
A colocação de hotéis de insetos é uma medida benéfica, mas por si só não torna as cidades mais atrativas para os insetos polinizadores. A Quercus disponibiliza em https://polinizadores.quercus.pt/passatempo-polinizadores-2026/ dois guias práticos para cidadãos e autarquias, onde se incluem outras medidas como:
- criação de corredores ecológicos para os polinizadores, com flores silvestres;
- banir a aplicação de herbicidas e pesticidas em espaços verdes;
- interrupção do corte de vegetação durante o período de floração;
- redução das luminárias em locais sensíveis para os polinizadores noturnos;
- inventário de espécies vegetais nos processos de licenciamento de grandes obras.
A importância dos insetos polinizadores para a nossa sobrevivência
Cerca de 75% da produção agrícola mundial para consumo humano depende da polinização feita por estes insetos, onde se incluem as abelhas melíferas, as abelhas solitárias, os abelhões, as vespas, as borboletas, os escaravelhos e os sirfídeos (moscas-das-flores). A sua relevância económica está quantificada também a nível nacional, já que estes organismos contribuem anualmente com cerca de 2 mil milhões de euros para a agricultura portuguesa.
Por outro lado, ao assegurar a reprodução de 80% das plantas selvagens, a polinização animal é fulcral para a sua continuidade, sem a qual muitas dessas espécies desapareceriam, causando um efeito em cascata que afetaria diversos ecossistemas e habitats.
O declínio dos insetos polinizadores é um perigo real para a nossa segurança alimentar e para o equilíbrio dos ecossistemas.
Na União Europeia, estima-se que uma em cada três abelhas, borboletas e sirfídeos estejam em vias de desaparecer, fruto de um conjunto de ameaças que incluem a perda de habitat; alterações no uso do solo; uso de pesticidas e fertilizantes; espécies exóticas invasoras; poluição e alterações climáticas.

