Dia Internacional das Florestas / Dia Mundial da Árvore
Projeto Floresta Comum da Quercus já ofereceu 1.745.000 árvores e pode ajudar municípios afetados pelas tempestades
- Projeto é uma alternativa sólida para reflorestar os municípios mais afetados pelas recentes tempestades;
- Apoiadas mais de 840 iniciativas de reflorestação em 200 municípios desde 2012 em áreas ardidas e classificados;
- Na época atual 2025/26 foram recebidas 68 candidaturas e atribuídas 106 mil árvores
- Plantas são disponibilizadas através de uma Bolsa Nacional de Espécies Florestais Autóctones, que inclui carvalhos, sobreiros, azinheiras ou freixos;
- Criada ainda uma bolsa nacional de 80 coletores de sementes florestais autóctones;
- Projeto vai na 15ª edição e tem como parceiros o ICNF, a ANMP e a UTAD;
- É co-financiado pelo projeto Green Cork (apoiado pela Amorim) e tem a REN como mecenas principal.
Numa altura em que vários municípios enfrentam uma destruição florestal sem precedentes na sequência das tempestades que afetaram o país, a Quercus assinala o Dia Internacional das Florestas e o Dia Mundial da Árvore (21 Março), fazendo um balanço do projeto Floresta Comum – um programa de fomento à criação de floresta autóctone com altos índices de biodiversidade e de produção de serviços de ecossistema.
Atualmente na sua 15ª edição, o projeto Floresta Comum já deu um contributo significativo para ajudar a reflorestar terrenos públicos e comunitários (baldios). Desde que teve início, em 2012, já entregou gratuitamente quase 1.745.000 plantas florestais autóctones às entidades responsáveis pela sua gestão, que se candidatam anualmente através do site do projeto em www.florestacomum.org, entre julho e setembro.
Ao todo, o projeto já apoiou mais de 840 ações de reflorestação em quase 200 municípios de território continental, das quais 40% em áreas ardidas e 30% em áreas classificadas.
As plantas são disponibilizadas através de uma Bolsa Nacional de Espécies Autóctones constituída anualmente para o efeito, exclusivamente com sementes portuguesas, de que são exemplo os carvalhos, os sobreiros, as azinheiras ou os freixos. Esta Bolsa é fornecida através dos 4 viveiros do ICNF.
Que projetos podem candidatar-se à bolsa de espécies do projeto Floresta Comum?
Há três tipos de projetos que podem ser apoiados pelo Floresta Comum através da cedência de plantas autóctones. A tipologia que tem reunido mais candidaturas (70%) corresponde a Projetos Florestais e de Conservação da Natureza e Recuperação da Biodiversidade. São também apoiados Projetos Educativos (18%) e Projetos para Parques Urbanos (12%).
É importante referir que mais de 65% dos projetos de reflorestação apoiados pelo Floresta Comum contaram com uma forte participação da comunidade local e escolar, mobilizando várias centenas de milhares de voluntários.
As candidaturas devem ser realizadas através dos formulários e ao abrigo do regulamento disponíveis em www.florestacomum.org
Ações de reflorestação junto a aldeias
Nos últimos 3 anos, foi possível reforçar o valor acrescentado do projeto do Floresta Comum através da iniciativa Aldeias Suber Protegidas, em que se deu prioridade a áreas florestais nas proximidades de aldeias, por forma a aumentar a sua resiliência face aos incêndios. Neste âmbito específico, foram plantadas cerca 20.000 árvores em cerca de 30 ha, envolvendo diretamente cerca de 500 voluntários e várias dezenas de sapadores florestais.
80 coletores de sementes florestais a nível nacional
Através da parceria com a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, foram organizadas 4 ações de formação sobre recolha de sementes florestais, tendo sido constituída uma bolsa de coletores de sementes florestais autóctones, com 80 coletores espalhados pelo território nacional.
Porquê reflorestar com espécies autóctones?
Há benefícios ecológicos, sociais e económicos em melhorar a composição da floresta portuguesa com recurso a espécies autóctones, como os carvalhos, o sobreiro, a azinheira, o freixo, entre outras. A promoção da floresta própria das regiões possibilita:
- adaptação mais adequada às condições locais, incluindo aos períodos de seca;
- maior resistência a pragas e doenças;
- maior resistência face aos incêndios rurais/florestais;
- melhor resiliência às alterações climáticas.
Projeto junta ONG, Estado, autarquias, academia e empresas
O projeto Floresta Comum resulta uma parceria entre a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, o ICNF, I.P. – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses, e a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
É parcialmente financiado pelo projeto Green Cork – reciclagem de rolhas de cortiça, desenvolvido pela Quercus com o apoio da Amorim e outros parceiros, e tem a REN – Redes Energéticas Nacionais como mecenas principal.