A SHARK ALLIANCE incita o governo português – no seu actual papel de Presidente da União Europeia (UE) – a que use a sua influência para promover o rápido desenvolvimento de um forte Plano de Acção da UE para a conservação dos tubarões e assim melhorar as perspectivas desta valiosa espécie tão vulnerável.

 

Hoje, em Lisboa, membros da Shark Alliance, representantes governamentais e convidados especiais estão a considerar as oportunidades para que Portugal seja um líder na procura de limites responsáveis na pesca do tubarão, numa conferência intitulada Tubarões em Risco: Delinear um Plano de Conservação da UE.

 

A Shark Alliance, uma coligação de mais de trinta organizações científicas e de conservação (1), está a trabalhar com as organizações de conservação portuguesas GEOTA, LPN, Quercus e com representantes da European Elasmobranch Association (2) com o objectivo de recuperar e conservar as populações de tubarões, melhorando a política de pescas europeia.    

 

Especificamente, a Shark Alliance pede ao governo português que se certifique de que o Plano de Acção da UE promove uma maior coordenação entre as agências de pesca e as agências ambientalistas, o que inclui garantias concretas de:

 

• Recuperar populações enfraquecidas de tubarões, raias e mantas

 

• Restringir a pesca e actividades paralelas de tubarões, raias e mantas

 

• Acabar com a prática da remoção das barbatanas de tubarão

 

• Proteger o essencial habitat do tubarão

 

• Promover iniciativas internacionais de conservação do tubarão, através de organizações de pescas e tratados sobre a vida animal (3)

 

Ao referir-se ao papel primordial que Portugal pode desempenhar no desenvolvimento de um Plano de Acção para o Tubarão (4), Sonja Fordham, Directora de Estratégia da Shark Alliance, disse: “Com a sua rica história nas pescas e interesse na sustentabilidade, Portugal está muito bem colocado para levar a UE até uma nova era de pesca responsável do tubarão, de recuperação de espécies em risco, e de liderança internacional numa conservação global do tubarão. Há quase dez anos, Portugal recebeu a Exposição Mundial e voltou a atenção do mundo para a conservação dos oceanos. A Presidência da UE e o desenvolvimento de um Plano de Acção para o Tubarão oferecem mais uma excepcional ocasião a Portugal de ser líder num tema da maior importância para a saúde dos oceanos.”

 

Numa declaração gravada, preparada para o evento de hoje, o Secretário de Estado do Ambiente português, Professor Dr. Humberto Rosa, constatou:  “O tema da conservação dos tubarões e da biodiversidade marinha no geral são de grande relevância para Portugal. Somos um país pesqueiro, somos um país onde se come muito peixe. Isso significa que queremos continuar a pescar, que queremos continuar a comer peixe. Quer dizer que temos de ter uma pesca sustentável.”

 

A iniciativa de hoje – onde o Prof. Dr. Rosa e a senhora Fordham, assim como outros oradores, irão dirigir-se ao público presente – tem como anfitriã a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (5). Mais tarde, em Setembro, Portugal irá receber delegados de todo o mundo no encontro anual da Organização de Pesca do Noroeste do Atlântico (NAFO), a primeira organização regional de pescas do mundo a estabelecer um limite para a captura da raia.

 

 

 

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