
Esclarecimento da Direção Nacional da Quercus
Petição anónima sobre a venda de terrenos da Quercus - ANCN no Tejo Internacional

Primeiro Encontro Internacional de Amianto
Inscreva-se já!

Uma Árvore pela Floresta
Agora também disponível na loja online.

Topten.pt
Agora é ainda mais fácil poupar energia.
12 meses/ 12 iniciativas
Nos 12 meses de 2018, a Quercus vai chamar a atenção para 12 problemas ambientais que ocorrem em território nacional.

Conheça e apoie os nossos centros de recuperação!
Saiba de que forma pode ajudar.
A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, no dia mundial do ambiente, associou-se a uma iniciativa que envolve organização não governamentais e cidadãos em 15 países da Europa, com o intuito de apelar aos representantes do BNP Paribas em Portugal para que esta instituição bancária volte atrás na decisão de apoiar a construção de uma central nuclear de enorme risco na Bulgária.
O contexto
O projecto Belene, na Bulgária, tem vindo a ser debatido desde o início da década de 80, sem que se tenha concretizado e representa um dos piores exemplos do planeamento da energia nuclear nas últimas décadas. A sua localização é numa zona sísmica onde, numa área de apenas 14 Km, 120 pessoas morreram num terramoto que ocorreu em 1977. O Estudo de Impacto Ambiental do projecto é muito deficiente e descura aspectos de extrema relevância, como os inegáveis riscos sísmicos. O reactor proposto não se encontra licenciado na Europa e será o primeiro exemplo a ser construído. Este facto implica não apenas riscos de segurança acrescidos, mas também um enorme risco financeiro para os investidores, na medida em que é extremamente improvável que a central esteja a funcionar dentro do prazo previsto e que se limite ao orçamento proposto.
O papel do BNP PARIBAS
O facto é que este reactor nunca obteria o licenciamento para operar em França ou em qualquer outro país da Europa Ocidental, o que torna o investimento por parte do BNP Paribas, uma instituição bancária com sede em França, inaceitável. Não representa apenas um risco financeiro para os seus accionistas e clientes, mas também um risco inaceitável para a segurança de todos os Europeus. Enquanto suposto defensor da sustentabilidade, o BNP Paribas dificilmente poderá sustentar tal apoio.
A Quercus sabe que várias outras instituições bancárias declinaram participar na construção desta central, entre elas: Société Génerale, KBC, Commerzbank, Deutsche Bank, UniCredit e o Credit Suisse.
A verdadeira solução
A Bulgária é um dos países da Europa onde mais se desperdiça energia e pouco ou nada tem sido feito pelo Governo nacional para alterar esta situação. Também as energias renováveis têm merecido muito pouca atenção. Assim, a Quercus apela a que o BNP Paribas redireccione os seus investimentos para estas áreas, e proporcione à Bulgária os benefícios económicos, sociais e ambientais que destas resultam.
É importante que esta instituição bancária tenha presente que no seu mercado principal, a energia nuclear é a forma de produção de energia mais impopular. De acordo com um recente estudo do Eurobarómetro, mais de 50% dos Europeus vêem a energia nuclear como uma ameaça para si e para as suas famílias. Neste contexto, um investimento no controverso projecto Belene terá repercussões sérias na sua reputação.
No dia mundial do ambiente, a Quercus e cidadãos em 15 países Europeus apelam ao BNP Paribas a que demonstre que o seu discurso sobre sustentabilidade é de facto sólido, e que se preocupa com a segurança dos cidadãos europeus e com os direitos das gerações futuras. Para tal é fundamental que não arrisque um investimento numa segunda Chernobil ao financiar uma central nuclear numa zona sísmica. Diga não ao projecto Belene.
Lisboa, 5 de Junho de 2007
Comunicados






