O diário da Quercus é publicado às zero horas de cada dia (sete horas da tarde no Canadá), todos os dias até 10 de Dezembro; a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza irá fazer um pequeno sumário dos aspectos mais importantes relacionados com as negociações a teres lugar na Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas a ter lugar entre 28 de Novembro e 9 de Dezembro em Montreal no Canadá.

 

A Quercus está presente através da participação de Francisco Ferreira, dirigente da Quercus, como parte da Rede de Acção Climática – Europa à qual a associação pertence.

 

A marcha global pelo clima

 

Decorreu este sábado, dia 3 de Dezembro, em Montreal, uma marcha que congregou muitos milhares de pessoas de Montreal, do Estado do Quebec, do Canadá e também do resto do mundo. Foi uma manifestação muito animada, que começou cerca da uma da tarde (hora local), com música tocada para superar os cinco graus negativos que se faziam sentir, ursos polares, muitas buzinas e inúmeros cartazes apelando aos compromissos por parte dos políticos no sentido de reduzir as emissões de gases de efeito de estufa. A marcha partiu de dois locais diferentes e uniu-se muito perto do Palácio de Congressos onde está a decorrer a Conferência das Nações Unidas sobre o clima.

 

Tal como milhares de outros cidadãos em redor do planeta (em cerca de 30 países) que participaram na jornada internacional de acção pelo clima, a Quercus associou-se a esta manifestação que percorreu as ruas principais de Montreal para exigir acções sérias e determinadas para combater as alterações climáticas e investir um futuro mais sustentável. 

 

O caminho pós-2012

 

A próxima fase do Protocolo de Quioto deve produzir acções no sentido de salvaguardar aspectos de saúde, económicos, ambientais e de segurança à escala mundial. Os países em desenvolvimento estão particularmente interessados dados os problemas de doenças, pobreza, segurança de abastecimento de água e degradação ambiental potenciados e/ou agravados pelas alterações climáticas. Surge assim como indispensável também o alargar do mecanismo de desenvolvimento limpo para permitir a estes países aumentar o seu consumo de energia mas à custa de energias renováveis e de menor emissão de dióxido de carbono.

 

As linhas fundamentais pós-2012, de acordo com as organizações não governamentais de ambiente, deverão ser as seguintes:

- maiores reduções de emissões de gases de efeito de estufa nos países desenvolvidos (Anexo I do Protocolo de Quioto);

- preparar a revisão do Protocolo de Quioto na COP/MOP2 a realizar dentro de um ano de acordo com o artigo 9.2;

- aumentar significativamente a escala do mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) que permite aos países desenvolvidos efectuar projectos que reduzam adicionalmente as emissões de gases de efeito de estufa em projectos implementados em países em desenvolvimento, sendo estas emissões descontadas na contabilidade do país desenvolvido que tem metas fixadas de redução;

- financiamento em grande escala para a adaptação às alterações climáticas, principalmente para os países em desenvolvimento;

- transferência de tecnologia na área da energia e de outros domínios relacionados com as emissões de gases de efeito de estufa e clima para os países em desenvolvimento.

 

As negociações devem ser conduzidas por um grupo Ad-Hoc de países até ao final de 2008 (COP/MOP4), procurando estabelecer os objectivos pós-2012 independentemente da posição dos Estados Unidos da América (cuja nova administração iniciará o seu trabalho em Janeiro de 2009).

 

Assembleia Geral da Rede de Acção Climática Mundial

 

A Rede de Acção Climática Mundial congrega e é a voz das organizações não governamentais de ambiente. Reúne todos os núcleos regionais e as organizações não governamentais de ambiente que fazem parte das federações regionais (no caso da Quercus, a associação faz parte da CAN-Europe), bem como as três principais organizações ecologistas mundiais (Greenpeace, WWF e Amigos da Terra).

 

Durante a manhã de sábado, como acontece todos os anos, dezenas de delegados de todo o mundo participaram numa Assembleia Geral discutindo o funcionamento desta estrutura global a favor do clima. Durante o domingo, as mesmas organizações irão discutir a estratégia para a segunda semana de negociações.

 

O Prémio “Fóssil do Dia”

 

Prémio atribuído diariamente por votação das organizações não governamentais de ambiente aos países que em termos negociais têm pior comportamento. Na conferência de Montreal o maior número de prémios foi atribuído aos Estados Unidos da América. (http://www.fossil-of-the-day.org/)

 

Montreal, 4 de Dezembro de 2005

 

 

 

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