24ª Conferência Climática das Nações Unidas

A Quercus estará presente na COP24 (24ª Conferência Climática das Nações Unidas), que se realiza em Katowice, Polónia entre 2 e 14 de Dezembro. Enquanto representantes da sociedade civil, integrados na comitiva oficial de Portugal, levamos connosco algumas das preocupações comuns a muitas das ONG internacionais. É urgente que todos os países se comprometam com metas climáticas mais ambiciosas para 2030. A COP24 é uma boa oportunidade para mostrar que os governos que ratificaram o Acordo de Paris querem passá-lo à prática

 

O primeiro processo de revisão a cada 5 anos dos compromissos do Acordo de Paris (chamado “Diálogo de Talanoa”) conclui-se na COP24, um diálogo facilitador para fazer o balanço dos progressos realizados coletivamente no sentido de alcançar os objetivos de longo prazo do Acordo de Paris.

 

Segundo o Relatório do IPCC, divulgado em Outubro, para que o aquecimento global do planeta fique abaixo dos 1,5oC, é necessário reduzir drástica e rapidamente as emissões de gases com efeito de estufa. Os atuais compromissos climáticos estão muito aquém do exigido pelo Acordo de Paris.

 

João Branco, presidente da Quercus, salienta que ”de facto, com o nível de compromisso existente, a temperatura aumentará 3º C não 1,5ºC como se desejava.” Acrescenta ainda que “para haver alguma hipótese de não aquecer o planeta além dos 1,5ºC , as emissões globais de GEE têm de ser cortadas pela metade no máximo até 2030. Por aqui se vê a falta de empenho no cumprimento dos objetivos. Precisamos de um maior comprometimento de todos os países para atacar de facto o problema”.

 

Na realidade e apesar de algum esforço por parte de alguns dos países mais pequenos, a procura/oferta do petróleo tem vindo a aumentar. No corrente ano o número de quase 100 milhões de barris consumidos por dia vem mostrar que, em termos absolutos não estamos a reduzir a queima de petróleo.

 

“Segundo o alerta do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, temos apenas 2 anos para combater as alterações climáticas e evitar consequências desastrosas. Se não pudermos contar com maiores esforços de países como a China, India, EUA, Rússia, Africa do sul ou Brasil, que têm mostrado cada vez mais não terem este tipo de preocupações, o esforço dos pequenos países como Portugal, é ainda tímido para atingirmos as metas.” diz ainda João Branco e acrescenta que “o caso do movimento dos “coletes amarelos “ em França, mostra que as próprias populações não estão ainda muito conscientes e preparadas para os esforços que são necessários fazer para atingir estas metas, em que a redução do consumo de petróleo e seus derivados, bem como a necessidade de utilização de fontes de energia mais sustentáveis são determinantes”.

 

A Quercus aguarda com expectativa o que irá sair desta conferência e deseja que de facto se deixem as palavras e se vejam mais atos para que o Acordo de Paris faça sentido.

 

 

Lisboa, 29 de novembro de 2018

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

 

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