Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores

21 de setembro

 

Expansão das monoculturas aumenta riscos e impactes sobre o território e sociedade

 

 

eucalyptus 2734066 960 720Comemora-se hoje o Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, data que pretende alertar para a contínua expansão de monoculturas verificada em várias regiões do mundo e particularmente em Portugal.

 

Neste Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, diversas organizações não governamentais de ambiente vêm alertar para os riscos associados às grandes monoculturas de árvores.

 

Entende-se por “monocultura” a produção agrícola ou florestal de uma só espécie. A prática monocultural é altamente lesiva para a biodiversidade, promovendo o aparecimento de pragas e o empobrecimento e erosão dos solos em larga escala.

 

Também tem efeitos sociais nocivos, uma vez que as monoculturas estão muito expostas às variações dos mercados, sendo vulgar a afetação de vastas áreas quando as condições de mercado se tornam desfavoráveis à monocultura praticada nessa região, provocando o êxodo populacional e miséria nas áreas afetadas.

 

Em Portugal é bem evidente a expansão de monoculturas, das quais se destaca a expansão desenfreada do eucalipto, favorecida com o regime de arborização de 2013, que recentemente foi alterado, apesar da demora na entrada em vigor.

 

Os eucaliptais exercem efeitos perversos sobre os solos, recursos hídricos, a biodiversidade e promovem a propagação de fogos rápidos e descontrolados, também devido às projeções de materiais incandescentes, como se verificou este ano nos mega- incêndios de Pedrógão Grande, Góis e outros concelhos da região centro.

 

A Quercus reforça a importância de serem tomadas medidas que imponham condicionantes de ordenamento do território e de gestão, às plantações florestais para produção de madeira, nomeadamente na rearborização com eucaliptos. A criação e manutenção de uma paisagem em mosaico com espécies de folhosas mais resistentes ao fogo como o sobreiro, castanheiro e carvalhos, evita as extensas áreas de monoculturas e os riscos associados.

 

 

Lisboa, 21 de setembro de 2017

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

 

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