Campanha “Autarquia sem Glifosato”

Balanço simbolicamente positivo da subscrição ao Manifesto “Autarquia sem Glifosato” no distrito de Coimbra

 

 

herbicidaPor iniciativa do Núcleo Regional de Coimbra da Quercus, foram contactadas por carta e também por email 192 Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia do Distrito de Coimbra, além das dos vizinhos Concelhos de Pombal e da Mealhada, no sentido de incentivar a sua adesão ao Manifesto «Autarquias Sem Glifosato». Nesse contato perguntou-se às autarquias se usavam herbicidas, e em especial glifosato, e, em caso afirmativo, se pretendiam deixar de usá-lo, em especial por estar classificado pela Organização Mundial da Saúde como «provavelmente cancerígeno», apesar de serem utilizadas milhões de toneladas de tal perigoso químico em todo o mundo.

 

Ao contato, algumas autarquias responderam que utilizavam glifosato (num total de quatro) afirmando algumas autarquias que pretendiam diminuir consideravelmente o seu uso ou deixar de usá-lo ainda este ano. Outras autarquias afirmaram claramente que não usavam glifosato ou outros herbicidas (num total de oito) e, destas, cinco autarquias afirmaram que, para além de não usarem glifosato, pretendiam aderir ao Manifesto «Autarquias Sem Glifosato».

 

Este é um resultado que queremos realçar como simbolicamente positivo pelo que a Quercus congratula as seguintes Juntas de Freguesia pela sua adesão ao Manifesto «Autarquias Sem Glifosato»:

 

Junta de Freguesia de Arganil

 

Junta de Freguesia de São Martinho da Cortiça (Arganil)

 

Junta de Freguesia de Pombeiro da Beira (Arganil)

 

Junta de Freguesia de Góis

 

Junta de Freguesia de Cabril (Pampilhosa da Serra)

 

Estas autarquias vieram, pois, juntar-se ao total nacional que é atualmente de seis municípios e catorze juntas de freguesia aderentes do Manifesto.

 

 

Tanto mais que recentemente o debate público, institucional e na comunicação social tem aumentado, esperamos que este leque seja alargado a cada vez mais autarquias e que cada vez mais evitem utilizar herbicidas e que optem, sim, por meios alternativos como a monda mecânica ou térmica de ervas silvestres em áreas urbanas ou que, onde seja possível, deixem viver as ervas silvestres cuja grande maioria tem propriedades medicinais e, até, usos alimentares.

 

 

Também informamos que do contacto estabelecido resultou que, apesar de não ter havido qualquer tipo de resposta de grande parte das autarquias, apesar disso, algumas mostraram-se bastante bem informadas e esclarecidas quanto ao perigo do glifosato e dos herbicidas. Note-se que, a resposta dum grande município como o de Coimbra, foi no sentido de continuar com a aplicação do glifosato e, infelizmente, tal município tem permitido que, nas últimas semanas, várias áreas densamente frequentadas - nomeadamente da Baixa de Coimbra - sejam pulverizadas com o perigoso glifosato por parte da empresa concessionária da limpeza na cidade, que o faz de noite apresentando avisos quase impercetíveis nas paredes dos prédios e fazendo-o em várias passeios de ruas em que não se justifica de todo, pois não apresentam sequer ervas espontâneas, expondo assim as populações a um risco desnecessário.

 

 

A Direção do Núcleo Regional da Quercus de Coimbra

 

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

Coimbra, 10 de maio de 2016

 

 

 

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