Relatório síntese do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas divulgado em Copenhaga

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Um mês depois de um número sem precedentes de manifestantes ter participado em Marchas pelo Clima em todo o mundo, incluindo Lisboa, o Painel mais importante de cientistas confirmou que as alterações climáticas são reais, causadas pela atividade humana e requerem uma ação imediata. A sociedade civil, as empresas, os investidores e os hoje os cientistas através do 5º Relatório, não podiam enviar uma mensagem mais clara - compete agora aos governos acelerarem uma transição, distanciando-se do uso dos combustíveis fósseis para um mundo baseado em 100% de energia renovável.

O trabalho agora finalizado e apresentado é culminar de 5 anos de trabalho científico elaborado por 830 autores, 1.200 outros contributos e 3.700 revisões por especialistas e que resultaram na compilação de mais de 30.000 trabalhos de investigação e de 143.000 comentários para produzir um relatório sem precedentes, baseado nas últimas evidências científicas.


Os custos de inação são muito superiores aos custos da ação – o aumento do nível do mar, a acidificação dos oceanos, o degelo, estão a afetar o planeta mais rapidamente do que se pensava.


Para Portugal, estes impactes serão dramáticos, focando o relatório diretamente os casos do aumento da temperatura diária máxima em 8 ºC até ao final do século, a redução da precipitação e o aumento de grandes fogos florestais. Quanto aos impactes dos eventos meteorológicos extremos, que direta ou indiretamente nos têm afetado, destruindo parte da nossa costa como aconteceu este ano ou causando cheias repentinas, eles serão também cada vez de maior dimensão e mais frequentes.


Precisamos de reduzir o risco que as alterações climáticas colocam às comunidades e aumentar a resiliência em relação aos impactes que não conseguem ser evitados. Temos que deixar as nossas reservas de combustíveis fósseis no sub-solo e mudar os nossos investimentos para soluções inovadoras e limpas que já estão disponíveis.


Dentro de um mês em Lima no Perú, a Quercus acompanhará o trabalho dos governos no sentido de formularem um acordo ambicioso a ser assinado em Paris em Dezembro de 2015. Ou os líderes políticos mudam o atual paradigma de desenvolvimento, ou passaremos as próximas décadas a lidar com consecutivos desastres climáticos.

 

2 de novembro de 2014


A Direção Nacional da Quercus - ANCN

 



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