Amanhã, 16 de Abril, escoteiros vão ajudar a cuidar dos azereiros na Serra do Açor

azereiroAmanhã, dia 16 de Abril, a Associação de Escoteiros de Portugal vai ajudar a cuidar dos azereiros na Serra do Açor, uma atividade integrada no projeto de conservação dos azereirais - um habitat muito raro de proteção prioritária na União Europeia – o qual está a ser desenvolvido numa parceria que envolve a Quercus, a Junta de Freguesia de Fajão-Vidual (Pampilhosa da Serra) e a Danone Portugal.

Este projeto tem vindo a beneficiar o habitat, minimizando os fatores de ameaça que põem em risco a conservação do azereiral, nomeadamente a propagação dos incêndios florestais, a proliferação de espécies vegetais invasoras e outras espécies estranhas ao ecossistema, bem como potenciando a expansão do coberto florestal nativo, cujo desaparecimento provoca alterações do microclima local e regimes hídricos do solo e subsolo.

Entre as ações de gestão já desenvolvidas, estão a instalação de aceiros e a limpeza da vegetação arbustiva das orlas do habitat e a plantação de azereiros, em terrenos da Junta de Freguesia do Fajão-Vidual, situados nas encostas do vale do rio Ceira, um dos locais menos perturbados do país. Nos próximos anos será intensificada a plantação de azereiros e de outras espécies associadas ao mosaico (principalmente folhado, azevinho e medronheiro), bem como o controle de espécies invasoras e produção de informação sobre o habitat.

O Azereiro é uma espécie com uma área de distribuição restrita (essencialmente a Península Ibérica e pequenas populações em Marrocos e Sul de França), que se distribui por pequenas populações relíquia.

O interesse científico desta espécie deve-se, para além da sua raridade, também ao facto de ser uma espécie indicadora de comunidades relíquia da laurissilva continental pré-glaciar do Terciário, muito relevantes para a conservação da biodiversidade, nomeadamente de algumas espécies de musgos. Segundo vários autores, encontram-se na região Centro do nosso país, nomeadamente nas Serras do Açor, Lousã, Estrela e Alvelos, as maiores, mais significativas e bem conservadas populações de azereiro.



Lisboa, 15 de abril de 2014

 

 

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