Preservação da Biodiversidade | Conservação ex situ de organismos fluviais criticamente em perigo

Hoje, 15 de Julho, realiza-se às 14,30 horas, no Aquário Vasco da Gama, em Lisboa apresentação pública do projecto de conservação ex situ de organismos fluviais, e assinatura do Protocolo entre a Quercus o Instituto Superior de Psicologia Aplicada, A Marinha Portuguesa – Aquário Vasco da Gama, a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos. A EDP é o mecenas exclusivo deste projecto.

 

Cursos de água degradados... Espécies em extinção!

 

Os nossos cursos de água encontram-se hoje sob forte pressão e muitos deles estão sujeitos a uma degradação extrema. Os efeitos combinados das descargas de poluentes, urbanos e industriais, contaminam os cursos de água com excesso de nutrientes, a que se juntam estios prolongados e secos, tornando-se devastadores para os organismos fluviais. Em paralelo, a invasão de infestantes, fortemente potenciada pelo corte sistemático da vegetação ribeirinha, está a colocar em risco algumas espécies, contribuindo para a sua pré-extinção.

 

São cinco as espécies de peixes do Oeste e do Sul do País que necessitam de medidas de emergência e que são objecto deste projecto de conservação: a boga do Oeste (Achondrostoma occidentale), a boga-portuguesa (Iberochondrostoma lusitanicum), o escalo do Mira (Squalius torgalensis), o escalo do Arade (Squalius aradensis), a boga do Sudoeste (Iberochondrostoma almacai); e ainda três plantas: o narciso do Algarve (Narcissus willkommi), o trevo-de-quatro-folhas (Marsilea quadrifolia) e Pilularia minuta.

 

O que vamos fazer

 

O principal objectivo deste projecto consiste em reproduzir e manter populações ex situ de algumas das espécies de organismos de água doce mais ameaçadas no continente português. Pretende-se ainda garantir a manutenção de um número suficiente de exemplares de forma a conservar a diversidade genética intra - específica.

A primeira fase, que durará três anos, visa reproduzir as espécies e garantir a manutenção de um repositório genético em cativeiro.

 

Na segunda fase, prevê-se a utilização destas populações em acções de repovoamento dos rios, associadas a projectos de recuperação de linhas de água.

O projecto será desenvolvido em instalações da Direcção Geral dos Recursos Florestais, localizadas em Campelo, concelho de Figueiró dos Vinhos, no Sítio de Interesse 

 

Comunitário “Serra da Lousã”. O local integra-se na bacia hidrográfica do rio Tejo. Trata-se de uma antiga piscicultura actualmente desactivada. As instalações são compostas por nove tanques ao ar livre, cada um com cerca de 21 m2 de área e profundidades variáveis, e oito tanques interiores de pequena dimensão (60x40 cm). Dispõe ainda de um edifício de apoio com duas salas para laboratório e exposições, e uma sala para apoio.

 

Prevê-se ainda a necessidade de adquirir tanques para reprodução, a instalar no exterior.

A divulgação pública do projecto será também efectuada através do sítio www.peixesdeportugal.com.

 

Para mais informações contactar José Paulo Martins ou Susana Fonseca (Quercus), 937 788 473 ou 937 788 471 ; Vítor Almada (ISPA), 967 901 013; Fernando Afonso (Fac. Med. Veterinária), 912 915 350; Fátima Gil (Marinha – Aquário Vasco da Gama), 214 196 337.

 

 

 

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