A Quercus está de Olhos na Floresta - A participação dos cidadãos é fundamental

A QUERCUS, no âmbito do projecto “De Olhos na Floresta”, vem alertar para a necessidade da sociedade portuguesa se mobilizar na implementação das medidas e acções de prevenção preconizadas no Sistema Nacional de Prevenção e Protecção da Floresta contra Incêndios.

 

Os dados dos últimos cincos anos, continuam a demonstrar um acréscimo muito significativo do número de incêndios, sendo o valor de área ardida igualmente superior. Esta é uma situação preocupante que indica que há ainda muito por fazer ao nível da prevenção e protecção da Floresta contra incêndios, especialmente com o envolvimento dos cidadãos.

 

Segundo o relatório semanal provisório de 23 de Junho de 2005 veiculado pela Direcção Geral dos Recursos Florestais, relativo ao período compreendido entre 1 de Janeiro e 15 de Junho de 2005, verificaram-se 10.280 ocorrências (repartidas por 2.459 incêndios florestais e 7.821 fogachos), sendo o conjunto destas ocorrências responsável por 14.828 hectares de área ardida.

 

Deste modo, e tendo em conta o ano de seca que Portugal está a atravessar, torna-se imperativo alertar todos os cidadãos para a importância dos cuidados a ter nas actividades junto a espaços florestais, bem como o papel de cada um em alertar as autoridades competentes em caso de risco ou incêndio, visto que a rapidez da primeira intervenção é fundamental na redução da área ardida.

 

Com o intuito de promover a participação dos cidadãos na protecção dos espaços florestais contra a deflagração de incêndios, a Quercus, está a desenvolver desde 2004 o projecto “De Olhos na Floresta”, o qual conta já com mais de 350 voluntários. Este projecto tem como principal objectivo a criação de uma rede de cidadãos, em todo o território nacional, comprometidos, motivados e informados para comunicar, através do número gratuito de protecção da floresta (117), as situações de risco ou de incêndio detectadas no decorrer das suas actividades diárias habituais. Desta forma pretende-se que a informação chegue mais rapidamente às entidades competentes, permitindo-lhes uma intervenção mais célere que previna a deflagração de incêndios e minimize a extensão da área ardida.

 

De acordo com o Decreto-Lei 156/2004 de 30 de Junho, o período crítico foi estabelecido de 1 de Julho a 30 de Setembro, mas este ano devido à seca que tem assolado o nosso país, o período crítico foi antecipado para 15 de Maio (Portaria n.º 501/2005 de 2 de Junho).

 

O Índice de Risco de Incêndio, o qual estabelece o risco diário de ocorrência de incêndios florestais, está a ter uma divulgação diária no canal 1 da RTP, a seguir ao noticiário das 20 horas. Esta informação é fundamental para que os cidadãos se apercebam melhor do risco que poderá constituir o desenvolvimento de determinadas actividades e comportamentos que envolvam a utilização de fogo.

 

Assim, a QUERCUS chama a atenção de todos para o facto de durante o período crítico vigorarem as seguintes medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais:

 

Uso do fogo

 

- A realização de queimadas, isto é, o uso do fogo para renovação de pastagens, está interdita;

- As fogueiras e as queimas, ou seja, o uso do fogo para eliminar sobrantes de exploração cortados e amontoados, estão interditas;

- O lançamento de foguetes e de quaisquer outras formas de fogo de artifício em espaços rurais está interdita, excepto quando não produzam caída incandescente;

- Fumar ou fazer lume de qualquer tipo, no interior de áreas florestais ou nas vias que as delimitam ou as atravessam, está interdito.

 

Outras Recomendações:

 

- No período crítico estival, não utilize máquinas agrícolas e florestais, tractores ou alfaias que possam provocar faíscas ou faúlhas; apenas são permitidas quando associadas a dispositivos tapa-chamas;

- Conserve caminhos e corta-fogos limpos de matos ou produtos sobrantes da exploração florestal, incluindo o material lenhoso abandonado;

- Certifique-se que não abandona na mata nenhum tipo de lixo, incluindo garrafas de vidro;

- Quando se desloca de automóvel nunca deite fora as pontas de cigarro;

- Facilite a acção dos bombeiros e retire a sua viatura dos caminhos de acesso aos locais de incêndio;

- Colabore na vigilância pós-incêndio, algumas das ocorrências são provocados por reacendimentos de incêndios extintos, sobretudo em dias ventosos e com temperaturas elevadas.

 

O contributo de todos é essencial para a diminuição do número de ocorrências, bem como da área ardida. Apela-se ao civismo de cada cidadão, não esquecendo que, sempre que se verifique uma situação de risco ou incêndio, contactar o número gratuito de protecção da floresta – 117.

 

Lisboa, 1 de Julho de 2005

A Direcção Nacional da Quercus- Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

 

Para mais esclarecimentos contactar Hélder Spínola, Presidente da Direcção Nacional da Quercus, 937788472 ou Andreia Gama, coordenadora do Projecto De Olhos na Floresta, 934284723.

 

 

 

Share

Quercus TV

 

Espreite também a Quercus TV.

 

 

Quercus ANCN ® Todos os direitos reservados
Alojamento cedido por Iberweb