Quercus faz balanço de dois meses de época balnear: 14 praias com pelo menos uma análise má e 4 praias continuam interditas

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza analisou os resultados das 2676 análises oficiais efectuadas entre a 3ª semana de Maio e a 1ª semana de Agosto nas zonas balneares que estão funcionar em Portugal Continental. Os resultados foram compilados com base nos dados disponíveis através da Internet na sexta-feira, de manhã, dia 12 de Agosto, nos sites do Instituto da Água: INAG – Zonas balneares 2005 e VivaPraia. Foram também consultados os boletins de análises disponíveis no site do Instituto do Ambiente.

 

Infelizmente os resultados nem sempre são consistentes, existindo por vezes mais informação num que noutro, pelo que se deve sempre consultar os sites VivaPraia e INAG em relação à praia que se pretende conhecer em termos de qualidade da água.

 

7 praias com qualidade má este ano; 14 praias com pelo menos uma análise má

 

14 praias – 8 praias interiores e 6 costeiras, já apresentaram este ano pelo menos uma análise má. São elas:

 

Concelho / Zona Balnear

Albufeira - Albufeira – INATEL

Alcanena - Olhos de Água

Alcoutim - Pego Fundo

Almada - Morena

Cascais - Conceição

Figueiró dos Vinhos - Fragas de S. Simão

Paredes de Coura - Rio Coura –Taboão

Sertã - Ribeira Grande

Sever do Vouga - Quinta do Barco

Silves - Barcos / Armação de Pêra Nascente

Vale de Cambra - Rio Caima - Burgães

Vila do Conde - Frente Urbana – Norte

Vila Nova de Cerveira - Rio Minho – Lenta

Vila Real de Santo António - Lota

 

A contabilização do número total de praias más só pode ser feita tendo em conta as percentagens relativas de análises más durante todo o período. As praias que tiverem mais de 5% de análises más serão consideradas não conformes. Assim, é difícil uma comparação com a época balnear passada onde se verificaram 8 praias de má qualidade. Até agora, tendo em conta a frequência de análises e o número de análises más (que em todas as praias foi de uma excepto em Pego / Alcoutim que foi de 3), é porém possível identificar 7 praias que terão má qualidade esta época balnear e que estão assinaladas a itálico na tabela acima.

 

A praia da Rainha em Cascais, que não se encontra listada pelo Instituto da Água mas está presente no site VivaPraia, teve igualmente uma análise má na primeira semana de Agosto.

 

Das 4 praias interditas nesta época balnear (Matosinhos e Angeiras Norte no concelho de Matosinhos, Gondarem no concelho do Porto e Rio Cavado – Verim em Póvoa de Lanhoso), todas elas, à excepção da última mencionada, continuam a apresentar diversas análises de má qualidade, pelo que deverão continuar nesta situação.

 

As melhores praias interiores do Continente - Só 8 praias interiores (10% do total) tiveram análises sempre boas

 

Das 410 zonas balneares em Portugal Continental, 251 praias (61% do total) apresentaram sempre análises com qualidade boa. Considerando já algumas análises introduzidas entretanto e correspondentes à segunda semana de Agosto, este número baixa para 247.

 

Porém, fazendo uma diferenciação entre praias costeiras e interiores, verificamos que 243 (73%) das 330 praias costeiras em Portugal Continental apresentaram sempre análises de qualidade boa. No caso das praias interiores, apenas 8 das 80 praias interiores apresentaram sempre análises boas desde o início da época balnear. São elas:

 

Concelho / Zona balnear

Góis- Canaveias

Gouveia - Vale do Rossim

Macedo de Cavaleiros - Rio Azibo-Albufeira do Azibo (única praia interior com bandeira azul)

Mértola - Albufeira da Tapada da Grande

Mogadouro - Rio Sabor-Ponte Remondes

Vimioso - Rio Maçãs-Ponte Maçãs

Vinhais - Rio Rabaçal-Ponte Frades

Vinhais - Rio Tuela-Ponte da Rança

 

Praias interiores da região Centro, sem informação disponível sobre qualidade da água desde a primeira semana de Julho

 

Toda a análise efectuada à escala de Portugal Continental não incluiu as análises efectuadas depois da primeira semana de Julho nas praias interiores de toda a região Centro. Os resultados não estão presentes em nenhum dos sites utilizados e constitui uma grave falha no sistema de informação ao público, dado que estão em causa 34 praias com qualidade que tem sido bastante instável e que devido à seca poderão já estar a apresentar problemas de qualidade.

 

Principais queixas vão para a limpeza, acessos e falta de informação actualizada sobre a qualidade da água.

 

A maioria das queixas que a Quercus tem identificado, quer directamente por visita de membros da associação, quer por contactos recebidos por utentes das zonas balneares, mostram que as principais falhas se prendem:

 

- com a falta de limpeza dos areais (beatas na areia, outro lixo na areia e falta de recipientes de lixo que estão geralmente a transbordar),

 

- problemas associados ao estacionamento anárquico, por vezes em cima das dunas e de outras áreas sensíveis, mesmo em praias em áreas protegidas ou em áreas já objecto de implantação de equipamentos associados aos Planos de Orla Costeira, e ainda

 

- com a falta de informação actualizada sobre a qualidade da água, mesmo nalgumas praias com Bandeira Azul onde a frequência de análises é quinzenal

 

Deixamos ainda identificadas as responsabilidades de gestão das zonas balneares para onde podem e devem ser direccionadas eventuais queixas:

 

Nas praias costeiras a concessão do areal é da responsabilidade das Administrações Portuárias ou das Capitanias; a atribuição das concessões dos apoios de praia é da responsabilidade das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR); a vigilância é da responsabilidade dos concessionários ou das autarquias, fiscalizados pelas Capitanias; as análises das águas nas praias costeiras são efectuadas pelo Instituto de Ambiente.

 

Nas praias com Bandeira Azul, um símbolo de qualidade ambiental atribuído às praias que cumpram um conjunto de 27 critérios, dos quais, 22 são imperativos, a fiscalização durante a época balnear cabe aos coordenadores regionais (normalmente as CCDR) e ao operador nacional, a Associação Bandeira Azul da Europa (www.abae.pt).

 

Nas praias fluviais, a atribuição das concessões é das CCDR; as autarquias em geral têm funções importantes na limpeza e no acompanhamento das praias; as análises às águas das praias fluviais são efectuadas pelas CCDR. 

 

Se tiver acesso à Internet utilize a página do Instituto da Água (snirh.inag.pt) uma iniciativa do Instituto da Água, onde pode deixar a sua opinião ou protesto sobre a sua praia favorita. Se necessário, recorra também à Quercus pelo correio electrónico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou pelo telefone 21-7788474. Visite ainda a página www.quercus.pt/praias, onde encontrará links para outras iniciativas.

 

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Lisboa, 15 de Agosto de 2005

 

Quercus reitera conselhos: 1. Verifique se na praia que vai frequentar é realizado o controlo de qualidade da água balnear 2. Certifique-se de que a qualidade da água da sua praia é aceitável ou, preferencialmente, boa. 3. Escolha uma das Praias com Qualidade de Ouro da Quercus (ver www.quercus.pt/praias) 4. Verifique os meios de segurança e as infraestruturas. 5. Verifique e contribua para a limpeza do areal. Exija a ausência de cães. 6. Evite permanecer na praia nas horas de maior calor e evitar uma exposição excessiva ao sol. 7. Evite fazer ruído. 8. Proteja as dunas e as falésias das praias costeiras e a vegetação nas praias fluviais. 9. Vá de transportes menos poluentes até à zona balnear; deixe o carro em casa. 10. Denuncie o que não estiver bem.

 

Informações adicionais podem ser obtidas junto de Francisco Ferreira, 96-9078564 ou 93-7788470 e de Hélder Spínola, Presidente da Quercus, 93-7788472.

 

Rectifação: Praias de Ribeira Grande na Sertã e Quinta do Barco em Sever do Vouga NÃO ESTÃO “não conformes” ou “más” com base nas análises de 2005

 

 

 

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