Intervenção pública diversificada

A partir dos anos 90 e de forma gradual, para além dos temas diretamente ligados à conservação da natureza, a Associação passou a intervir em muitas outras áreas que vão dos resíduos aos recursos hídricos, da política de transportes à qualidade do ar e às alterações climáticas e mais recentemente aos alimentos geneticamente modificados (a Quercus é membro parte da Plataforma Transgénicos Fora do Prato), entre muitos outros temas.

Embora a Associação já tivesse concretizado alguns cursos de formação profissional em 1992, é efetivamente em 1993 e depois em 1995 que se dá o grande passo com a concretização de quatro cursos de longa duração, dois para técnicos de Proteção do Litoral, no Porto e em Setúbal e dois em Coimbra para Técnicos de Animação na Natureza.

Surgem projetos de certa envergadura nomeadamente o Projeto “Por Um Rio Mais Limpo” e o Projeto “Reciclar é Desenvolver” e a partir do ano de 1996 têm início dois projetos de turismo ambiental aprovados no âmbito do programa LIFE (“Projeto Alto Nabão” e “Projeto do Litoral para o Interior”).


Em 1994, cabe realçar a presença ativa da Quercus, através do seu Presidente e dos núcleos regionais, ao longo da Presidência Aberta de Ambiente desenvolvida pelo Presidente da República na primavera desse ano.

O problema da caça e o controle dos predadores, que se efetua de forma desordenada nas áreas de regime cinegético especial, passou a ser uma das prioridades da associação, através de ações como a “operação Egas Moniz” e o “ataque” com invólucros de cartuchos à DGF e à Secretaria de Estado da Agricultura. A aprovação e regulamentação do “direito à não caça” constitui um marco importante para o movimento ambientalista e foi também uma reivindicação nossa durante muitos anos.

Entre outras ações da Quercus que também marcaram esta década, está a tentativa de bloqueio do esgoto das celuloses na praia da Leirosa em 1992, como forma de protesto contra a poluição; a oposição à opção tomada relativamente à construção da nova ponte sobre o Tejo; o acompanhamento e as inúmeras tomadas de posição em relação à qualidade da água para consumo humano e à qualidade das águas balneares; as posições face ao Sistema Integrado de Tratamento de Resíduos Tóxicos e Perigosos; a denúncia dos projetos de incineração de resíduos sólidos urbanos na Figueira da Foz, no Porto e em Lisboa; ou ainda a contestação à excessiva urbanização da península de Tróia.

Estas últimas campanhas contaram com a realização de algumas ações públicas como a que ocorreu em 1994 na ponte de D. Luís, onde alguns ativistas da associação desfraldaram uma tarja alusiva à incineração de resíduos urbanos, ou ainda, em 1997, o “desembarque” e manifestação em Tróia protesto contra a destruição do litoral.

A Quercus realizou também ações publicas conjuntas com a Greenpeace na área dos resíduos (retirada de resíduos da Metalimex do aterro de Setúbal em 1994), na área dos organismos geneticamente modificados (tentativa de impedir a atracagem de navio com milho transgénico em 1997) ou na proteção das florestas tropicais (tentativa de impedir o desembarque de madeira tropical em Leixões no ano 2000 e o bloqueio à entrada da fábrica VICAIMA em Vale de Cambra já no ano 2005).

Outros temas da atualidade também acompanhados de perto foram a construção da autoestrada do sul, o projeto de Alqueva ou a barragem do Sabor (a Quercus integra a Plataforma Pelo Alentejo Sustentável e da Plataforma Sabor Livre), a política florestal e os incêndios, a política de transportes e os problemas que decorrem das alterações climáticas, tendo a Quercus estado presente de forma regular nas conferências internacionais das Nações Unidas sobre o clima.

 

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