A consolidação das estruturas


Os anos 90 iniciam-se com uma fase de alguma estagnação e dificuldade em termos de direção e orientação depois de ter ocorrido uma cisão que levou ao afastamento de alguns fundadores da região norte do País situação que só é ultrapassada a partir de 1992 ano em que a Associação entra numa fase mais dinâmica.

É aprovada uma Declaração de Princípios, até aí inexistente, e novos estatutos que dão maior funcionalidade e eficácia à associação. No mesmo sentido são criados o Conselho Científico, que funciona como suporte das tomadas de posição da Associação e é criado o Gabinete Técnico que será encarregue da concretização de determinados projetos de maior envergadura.

Estas estruturas darão lugar mais tarde aos Grupos de Trabalho, alguns deles com técnicos em regime profissional e semi-profissional como acontece com o CIR - Centro de Informação de Resíduos, o mais atuante grupo de trabalho da Quercus na atualidade. Nesta matéria podemos reconhecer que apesar da crise de voluntariado que também atinge a Quercus, estamos a conseguir nos últimos 2 anos estruturar outros grupos de trabalho nas áreas da conservação da natureza, da energia e alterações climáticas, formação e educação ambiental e brevemente também na área dos recursos hídricos.


No âmbito do Projeto Tejo Internacional, entretanto considerado como a mais importante Ação Comunitária do Ambiente em 1989, a Quercus concretiza uma iniciativa inédita a nível das associações ambientalistas portuguesas com a aquisição ao longo de 1990 e 1991 de diversas parcelas de terreno na área deste projeto, processo que irá culminar com a aquisição do Monte Barata em 1992. A Quercus passava assim a dispor de uma área de cerca de 600 hectares onde pode desenvolver diversos projetos de conservação da Natureza e de agricultura sustentada. Já no ano 2000, através do Programa Operacional do Ambiente, a associação passou a dispor de novas instalações no Rosmaninhal, estando este Centro Ambiental a funcionar também no âmbito do projeto Rio Tejo Internacional.

De modo a dar mais consistência às atividades de acolhimento e recuperação de animais feridos e debilitados surgem os CRAS - Centros de Recuperação de Animais Selvagens, cabendo neste momento à Quercus a gestão do CRAS de St. André (desde 1996), do CRAS de Castelo Branco que iniciou a sua atividade no ano 1999 ou o CRAS de Montejunto, praticamente concluído e com a inauguração prevista para breve.


Sendo a educação ambiental uma das vertentes onde a associação é mais atuante, desde 1992 que gerimos diversos Centros de Educação Ambiental, alguns deles entretanto encerrados como o de Palmela (com uma atividade importante durante alguns anos nomeadamente no desenvolvimento de ateliers e campos de trabalho e de férias para jovens) e o de Monsanto em Lisboa, mas com outros ainda em funcionamento como o do Porto (desde 1992), o de Matosinhos (1997) , o de Ourém (1998) ou o do Machico inaugurado já no ano 2000.

Em 2000 é criado o FCN - Fundo Quercus para a Conservação da Natureza, instrumento de angariação de fundos para projetos específicos de conservação de habitats e espécies prioritárias e que neste momento é suporte da criação da nossa rede de micro-reservas biológicas espalhadas por todo o País.


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