As primeiras lutas dos anos 80


Uma referência histórica importante logo após a fundação da organização foi a dedicação da Quercus à defesa dos abutres, com a criação da zona de alimentação de Abutres de Castelo de Vide.


Durante o ano de 1987 - Ano Europeu do Ambiente - a Quercus projeta-se com bastante dinamismo e inicia-se um período de grande intervenção na oposição à eucaliptização desordenada que então tinha lugar no nosso País, campanha esta que vai ter o seu auge no ano de 1989.


Nesse ano decorrem algumas ações importantes contra a eucaliptização indiscriminada, como as que tiveram lugar em janeiro na Serra da Aboboreira, em março na região de Valpaços, em junho na manifestação de Mirandela e em novembro numa ação na herdade dos Cachopos em Mértola em conjunto com a Associação de Defesa do Património desta localidade.


Em 1988 foi também lançada uma campanha nacional de proteção das aves de rapina e a 3 de junho do mesmo ano é lançada a Campanha de Proteção do rio Tejo Internacional numa ação conjunta com a associação congénere ADENEX da Extremadura Espanhola.


Em setembro desse ano, a associação promove a descida do rio Paiva e em 21 de outubro elementos da Quercus ocupam o navio “Reijin”, encalhado junto à praia da Madalena, em protesto contra o afundamento previsto para a sua carga de automóveis.

Surgem muitos projetos levados a cabo pelas diversas estruturas regionais, nomeadamente o Projeto Barrinha de Esmoriz, o Projeto da Reserva Biológica de Castelo de Vide, a defesa do Estuário do rio Minho, da mata do Camarido e da reserva ornitológica do Mindelo entre outros. Surgem também trabalhos de estudo e proteção de diversas espécies dos quais se destacam pelo seu maior impacto os projetos Cegonha-branca, o projeto águia de Bonelli, o projeto águia-real e a campanha de estudo e proteção da águia-caçadeira. A Quercus desenvolve também a campanha Peneda-Gerês 87, onde além de outro material de sensibilização foram publicados alguns números do “Jornal da Peneda-Gerês”, já no ano de 1988.

Neste mesmo ano a associação participa com bastante empenho na luta contra o projeto de instalação da lixeira nuclear de Aldeiadávila junto ao rio Douro Internacional e na luta contra o alargamento do Campo de Tiro de Alcochete.

Em 1990 são de destacar, em janeiro, a nossa participação no “julgamento de Coruche” numa ação em tribunal que foi por nós despoletada, e relativa ao derrube de árvores com a maior colónia de cegonhas do Ribatejo. A 17 de março teve também lugar uma ação de bloqueio de uma estrada ilegal em plena várzea de Setúbal, numa área abrangida pela Reserva Agrícola Nacional.

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