Painho da Madeira libertado nas Falésias do Cabo Mondego após recuperação

 

No passado dia 23 de Dezembro foi parar próximo da ETAR de Leiria um Paínho da Madeira (Oceanodroma castro) - ave marinha bastante rara, com estatuto de conservação Vulnerável, dado que apresenta um risco de extinção elevado. O Paínho da Madeira ou Roque de Castro é uma ave oceânica, pouco comum no litoral.

 

 

 

Esta espécie nidifica em pequenas ilhas, ilhéus e falésias costeiras, com colónias nos arquipélagos das Berlengas, Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde. Podem ser avistadas a muitas milhas da costa, normalmente alimentando-se em zonas de elevada produtividade, consumindo preferencialmente invertebrados e pequenos vertebrados (larvas e juvenis de peixes pelágicos).

 

 

 

Estima-se que a sua população seja composta por mais de 10000 indivíduos. A única colónia existente em Portugal continental apresenta-se nos Farilhões com 125 casais reprodutores. Esta espécie nidifica durante todo o ano, apresentando duas populações com picos de nidificação distintos: Primavera e no Outono.

 

 

 

O Paínho foi encontrado longe do seu habitat na cidade de Leiria, após os dias de temporal que afectou a zona oeste de Portugal. 

 

 

 

O Paínho foi recolhido pelo Gabinete Técnico Florestal de Leiria e entregue à Quercus, após acolhimento prévio na associação Vertigem.

 

 

 

Dado a ave estar enfraquecida e longe do seu habitat natural, a mesma foi encaminhada pela Quercus para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos em Quiaios (CRAMQ), onde a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem tratou sua recuperação.

 

 

 

Quando deu entrada no CRAMQ, apresentava-se muito debilitada com um peso de 27g, bastante inferior ao normal para esta espécie (42g). Durante 2 semanas de internamento esta pequena ave foi alimentada 8 vezes por dia com uma papa de peixe altamente calórica e incentivada a tomar vários banhos por dia para preservar a sua impermeabilização. Nos últimos dias de internamento, o Paínho atingiu o peso 49g e apresentou sinais de completa recuperação, pelo que foi libertado com sucesso no dia 7 de Janeiro nas falésias do Cabo Mondego.

 

 

 

 

 

Quiaios, 7 de Janeiro de 2010

 

 

 

Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem

 

QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

 

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