BMW lidera na melhoria das emissões dos novos carros

Portugal é no quadro dos 18 países da União Europeia com dados disponíveis sobre as emissões de CO2 nos veículos automóveis novos vendidos em 2007 aquele com menor valor médio – 143 g/km, seguido pela Itália com 146 g/km.

 

Portugal mantém-se como país europeu com frota automóvel nova mais eficiente

 

Tal prende-se com o facto de os portugueses face ao seu poder de compra serem muito sensíveis ao preço do veículo e ao seu consumo de combustível. Os portugueses adquirirem assim veículos automóveis novos mais pequenos, de baixa cilindrada e com menores emissões. Mais ainda, as regras do Imposto sobre Veículos e do Imposto Único de Circulação ponderam em 60% a componente de emissões de CO2 reduzindo assim a carga fiscal dos veículos menos poluidores.

 

Francisco Ferreira, Vice-Presidente da Quercus disse: “Os dados de Portugal em comparação com o resto da Europa são animadores no combate às emissões de gases de efeito de estufa causadores das alterações climáticas. Porém, esperava-se mesmo assim uma melhoria mais significativa entre a frota automóvel nova de 2006 e de 2007 com a entrada em vigor das novas regras do imposto automóvel. Portugal em termos de emissões médias de novos veículos apenas melhorou 0,5%, correspondendo a 1g CO2/km. Pena é que Portugal com uma frota automóvel nova eficiente a esteja a renovar tão lentamente e que os portugueses usem demasiado o carro nas deslocações casa-trabalho.”

 

BMW é a marca que apresenta melhoria mais significativa na redução das emissões de veículos novos vendidos

 

A marca BMW aumentou no último ano a eficiência no consumo de combustível, pelo menos quatro vezes mais que os outros fabricantes automóveis concorrentes. No entanto, a performance global desta industria ainda não é suficiente para atingir as metas estabelecidas para os novos carros. A melhoria da eficiência do consumo de combustíveis está directamente ligada às reduções das emissões de dióxido de carbono (CO2), responsáveis pelas alterações climáticas.

 

Os novos modelos vendidos pela marca BMW em 2007, apresentaram em média consumos 7,3% menores que no ano anterior. Esta percentagem representa um corte na média de emissões de 184g CO2/km em 2006 para 170g CO2/km em 2007, de acordo com o relatório da Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E) de que a Quercus faz parte. Em média, a melhoria em termos de emissões dos carros vendidos na União Europeia foi de 1.7%, o que ainda assim foi melhor que em anos anterior, em que este valor nunca foi superior a 0.7%, devendo no entanto estes valores serem considerados pouco ambiciosos para atingir as metas climáticas.

 

Jos Dings, director do T&E referiu que “com a aproximação da nova legislação, a BMW mostrou que mesmo para carros de classes superiores é possível fazer reduções significativas nas emissões de CO2. No entanto, a resposta lenta da maioria dos fabricantes automóveis mostra que a União Europeia necessita fazer pressão para o desafio de metas a longo prazo em emissões de CO2.”

 

Francisco Ferreira da Quercus, confirmou que realmente a BMW tem mostrado capacidade para ter um grande número de modelos nos dez melhores de algumas classes de automóveis, patente na classificação atribuída no âmbito do projecto TopTen dinamizado pela Quercus em conjunto com outras entidades (www.topten.pt), onde na classe “compactos” a BMW tem um modelo nos dez melhores, na classe “média”, cinco modelos e na classe “média superior”, seis modelos.

 

Em Dezembro de 2007, a Comissão Europeia propôs que os novos carros emitissem em média 130g CO2/km até 2012. De acordo com o documento planeado, cada companhia receberia a sua própria meta, baseada na média do peso dos seus veículos nesse ano, o que levaria carros de gama superior a ter metas menos ambiciosas. Apesar disto, fabricantes Alemães, incluindo a BMW, têm fortemente pressionado contra estas metas, argumentando que estas devem ser faseadas em vários anos. Na prática, este facto significa que a meta será apenas respeitada pelo segmento mais eficiente da frota. 

 

Jos Dings reforça que “os fabricantes Germânicos querem metas de CO2 apenas para os carros mais eficientes, nos primeiros anos. Isto equivale a exigir que a obrigatoriedade de não fumar se aplicaria apenas a não fumadores”.

 

O relatório apresentado pelo T&E mostra que os fabricantes Alemães estão agora a aproximar-se um pouco em termos de emissões dos fabricantes Franceses e Italianos, quando no ano anterior se verificou um aumento. 

 

Outras marcas que fizeram notáveis melhoramentos em emissões de CO2 foram a Hyundai (redução de 3.9%) e a Daimler AG (com redução de 3.5%). 

 

A indústria automóvel tem exigido também que sejam contabilizados os veículos “flexfuel” (veículos que podem circular com combustíveis fosseis e com biocombustiveis), como modelos com emissões mais reduzidas. No entender do T&E esta hipótese poderá ser um ponto negativo para esta legislação, uma vez que o verdadeiro impacto dos biocombustiveis é ainda muito incerto e não existem certezas de que os automobilistas vão efectivamente utilizar estes combustíveis alternativos. A substituição do combustível não deve ser considerada como medida de eficiência energética. Só com a promoção da eficiência dos veículos se poderão atingir metas climáticas e combater a dependência em relação ao petróleo.

 

O Comité do Ambiente do Parlamento Europeu irá votar sobre a legislação dos carros e CO2 nos dias 8 e 9 de Setembro. O T&E e a Quercus defendem uma meta de 120g CO2/km até 2012, em concordância com a primeira meta proposta pela União Europeia em 1994 através da Ministra do Ambiente Alemã Angela Merkel (presentemente, Chanceler Alemã). Esta meta, proposta há catorze anos, deveria supostamente ter sido atingida em 2005 e já foi adiada três vezes.

A meta de 120g CO2/km pode ser atingida com o recurso a tecnologias já existentes, como é o caso dos motores stop-start, diminuição do peso dos veículos, diminuição do tamanho dos motores entre outros simples melhoramentos. O T&E e a Quercus propõem também metas de longo-prazo de 80g CO2/km até 2020, de modo a assegurar que os fabricantes invistam em tecnologias que diminuam drasticamente as emissões.

 

O relatório do T&E baseia-se em vendas em 2007 e resultado dos dados oficiais de monitorização da União Europeia ao abrigo do acesso a documentos. O T&E solicitou esta análise a um instituto independente, o Institute for European Environmental Policy (IEEP) em Londres.

 

Esta nota de imprensa e o relatório “Reducing CO2 Emissions from New Cars: A Study of Major Car Manufacturers´ Progress in 2007” poderá ser encontrado em: www.quercus.pt e www.transportenvironment.org após a hora de embargo.

 

 

Contactos

 

Francisco Ferreira, Vice-Presidente da Quercus

(em Lisboa)

Móvel em Portugal: 93 7788470

 

Dudley Curtis, Communications Officer, T&E

(em Bruxelas)

tel: +32 2 289 1042  móvel na Bélgica: +32 485 379945

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Sobre o T&E

 

T&E é a principal organização não governamental de ambiente com campanhas específicas na área do transporte à escala da União Europeia. Em conjunto com as 50 organizações membros, entre as quais a Quercus, em 23 países, o T&E trabalha na promoção de uma perspectiva ambientalmente coerente para o transporte e a mobilidade.  www.transportenvironment.org

 

 

 

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