COMBOIO NOVO, PORTAGENS NOVAS... e o Algarve aqui tão perto

É "pouca-terra" o quanto falta para a construção do troço que faz a ligação Norte-Sul por ferrovia, entretanto continua a poluição pelos automóveis, a principal fonte de poluição atmosférica deste país e que contribui significativamente para o problema das Alterações Climáticas. A QUERCUS volta a "insurgir-se" para lutar contra este problema.

 

Faltam 4 km para a ligação Norte-Sul por ferrovia ficar completa

 

A QUERCUS congratula-se com a próxima inauguração da nova travessia do Tejo por ferrovia no dia 29 de Julho, passando a existir uma alternativa para quem necessita de se deslocar a Lisboa. Deste modo, o presente comunicado de imprensa serve também para apelar aos utilizadores da Ponte 25 de Abril que utilizem esta alternativa sempre que possível. No entanto é de lamentar que a verdadeira ligação Norte-Sul esteja comprometida durante 3 anos pela construção de 4 km de linha que faltam para ligar Coina ao Pinhal Novo e daí até ao Algarve. Assim, muitos passageiros da margem Sul, que vivem a sul do Fogueteiro e que fazem viagens pendulares a Lisboa, vão continuar a ficar dependentes do automóvel.

 

A QUERCUS fez as contas:

 

Do Pinhal Novo a Lisboa (percurso suburbano)

 

Agora: 1 hora é o tempo que um passageiro que se queira deslocar de comboio do Pinhal Novo a Lisboa demora utilizando o comboio do Pinhal Novo ao Barreiro e depois o barco do Barreiro até Lisboa; 

Depois: 28 minutos é o tempo que irá demorar quando a construção dos 4 km de linha estiver completa, utilizando o comboio directo do Pinhal Novo a Lisboa. 

De Lisboa ao Algarve (percurso inter-cidades)

 

Agora: 4 horas e 15 minutos de Lisboa a Faro incluindo a viagem até ao Barreiro de barco; 

Depois: 3 horas e 45 minutos de Lisboa a Faro pela ligação ferroviária na Ponte 25 de Abril, o que representa uma poupança de 30 minutos ou seja 10% do tempo total de percurso. 

De Setúbal ao Pragal e depois Lisboa:

 

Depois: 40 minutos de Setúbal ao Pragal, admitindo paragens em Penalva, Coina e Pragal e mais 5 minutos até Lisboa 

 

A QUERCUS considera a construção deste troço de linha uma obra prioritária, uma vez que, em termos de custos, os 25 milhões de contos necessários para a construção deste troço (incluindo electrificação e duplicação da linha até Setúbal e construção da estação de Coina) completando definitivamente o eixo Norte-Sul por ferrovia não chegam para construir mais de 25 km de auto-estrada para o Algarve. Por outro lado cria-se um grande potencial de transporte de mercadorias por ferrovia entre os principais centros de desenvolvimento: Algarve - Sines - Setúbal - Lisboa - Norte do País.

 

A QUERCUS chama a atenção para a necessidade da mudança de uma política que consiste na construção de estradas e infra-estruturas dedicadas ao transportes rodoviário para uma política que aposte seriamente na ferrovia. 

 

Proposta de portagens diferenciadas para diferentes taxas de ocupação do automóvel

 

Foi prometido pelo presente e anterior governo o aumento das portagens a partir do momento que haja uma alternativa para a travessia da Ponte 25 de Abril. Porém, compreendendo a dificuldade de uma decisão desta natureza, a QUERCUS reivindica, pelo menos, um sistema de diferenciação de portagens baseado na taxa de ocupação dos automóveis. 

 

A QUERCUS propõe um novo sistema de portagens como medida suplementar ao comboio para diminuir o número de automóveis que entram em Lisboa, diminuindo o congestionamento e as emissões poluentes consequentes da utilização do automóvel. O cenário proposto para as condições actuais não altera as receitas das portagens.

 

Os valores propostos baseiam-se num estudo efectuado pela QUERCUS em Março do ano corrente no qual foram determinadas as taxas de ocupação dos veículos ligeiros de passageiros que atravessam a Ponte 25 de Abril. Este estudo encontra-se disponível no site www.quercus.pt – Programa de Sensibilização para a Melhoria da Qualidade do Ar.

 

A QUERCUS propõe:

 

155$00 para veículos que transportem 1 ou 2 pessoas 

90$00 para veículos que transportem 3 ou mais pessoas 

O sistema de cobrança seria, por exemplo, uma ou duas cabinas para os automóveis que levassem mais de 3 passageiros e, uma via verde a 155$00 e outra a 90$00 nos quais os veículos passavam conforme o número de passageiros fosse inferior ou superior a 3 passageiros, respectivamente. O condutor que passasse numa via verde de 90$00 com menos de 3 passageiros seria obrigado a pagar uma coima. Este controlo poderia ser feito por um agente de autoridade.

 

Ainda no âmbito do estudo realizado em Março, a QUERCUS relembra que:

 

O automóvel emite quase 18 vezes mais dióxido de carbono do que o comboio (que é o modo de transporte que menos CO2 emite). As emissões dos autocarros são 50% superiores às do comboio.

 

Transportes públicos na Grande Lisboa

 

A QUERCUS reivindica a articulação entre os transportes públicos na grande Lisboa que permita ao utilizador poder-se deslocar em vários tipos de transportes públicos (metro, autocarro, eléctrico) com apenas um bilhete, à semelhança do que é feito noutros países da Europa e do Mundo.

 

Por último, a QUERCUS reclama a necessidade da criação de um órgão de gestão de transportes públicos em Lisboa que já vem sido prometido há muito tempo e que permita integrar os diversos operadores de transportes públicos num sistema de transportes eficiente que tenha como principal objectivo o transporte rápido e confortável dos utentes, associados a uma política das autarquias cujo objectivo deve ser o de aumentar a velocidade nomeadamente de autocarros e eléctricos

 

22/07/1999

 

Quaisquer esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos junto de Francisco Ferreira, Presidente da Direcção Nacional da QUERCUS, telemóvel 0936-9078564. ou de Pedro Torres, da Coordenação do Programa de Sensibilização para a Melhoria da Qualidade do Ar, telemóvel 0936-2593521

 

 

 

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