O amianto é uma fibra natural abundante na natureza, com boas propriedades físicas e químicas, como resistência mecânica às altas temperaturas, incombustibilidade, boa qualidade isolante, durabilidade, flexibilidade, indestrutibilidade, resistente ao ataque de ácidos e bactérias, facilidade de ser trabalhada como um tecido, para além do baixo custo.

Face a estas características, o amianto foi amplamente utilizado, entre 1945 – 1990, em utilizações diversas, desde materiais para fins domésticos, uso industrial, como em materiais para a construção.

De acordo com o Decreto-Lei n.º 266/2007, de 24 de julho, entende-se por amianto os «seguintes silicatos fibrosos, referenciados de acordo com o número de registo admitido internacionalmente do Chemical Abstract Service (CAS):

1. Amianto actinolite, n.º 77536-68-4, do CAS;
2. Amianto grunerite, n.º 12172-73-5, do CAS;
3. Amianto antofilite, n.º 77536-67-5, do CAS;
4. Crisótilo, n.º 12001-29-5, do CAS;
5. Crocidolite, n.º 12001-28-4, do CAS;
6. Amianto tremolite, n.º 77536-68-6, do CAS.»


Tipo de Fibras de Amianto

Existem 6 tipos de fibras de amianto, caracterizados pela diversidade fibrosa destes minerais metamórficos: crisótilo (amianto branco), crocidolite (amianto azul), amosite (amianto castanho), antofilite, actinolite e tremolite.

Em termos de estrutura, estes minerais distribuem-se por dois grupos principais, serpentina e anfíbolas.

As 6 tipologias de fibras são distribuídas dentro de cada grupo, conforme figura seguinte:

 

amianto esquema1

O crisótilo possui fibras em forma de serpentina, são muito flexíveis, finas e longas. Estas características, bem como à grande abundância deste mineral nas formações rochosas mundiais, levaram a que fosse o mais utilizado, representando cerca de 95% do amianto usado comercialmente.


O amianto em forma de anfíbola apresentam-se em formato de agulha, tem uma maior resistência estabilidade ao calor e à acidez, que as fibras em serpentina, no entanto são mais vulneráveis à alcalinidade.

Em termos comerciais, as fibras que foram mais utilizadas na produção de equipamentos para utilizações domésticas, industriais e no fabrico de materiais de construção foram:

amianto esquema2

 

 

 

 

 

As fibras de amianto distinguem-se pelo aspeto físico, pela cor, composição química. Contudo, esta identificação requer sempre uma confirmação, através de colheita de amostra e análise laboratorial, pelo Método da Microscopia de Contraste de Fase (método de filtro de membrana), conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), por técnicos acreditados.



Onde encontrar Amianto


É possível encontrar amianto em diversas aplicações com usos distintos. Deixamos a indicação das utilizações mais comuns, para este material:

 

sitios amianto
(*) Eletrodomésticos anteriores a 2005.



A Perigosidade do Amianto

O IARC – Internacional Agency for Resource of Câncer (Centro Internacional de Investigação do Cancro) classifica como carcinogénico (agente, mistura ou exposição suscetível de produzir ou favorecer o cancro) todas as variedades de amianto, pelo que a exposição deve ser reduzida ao mínimo.

A OMS – Organização Mundial da Saúde, chega mesmo a referir que «não se conhecem valores limites de exposição abaixo dos quais não haja risco cancerígeno» e alerta para os riscos de exposição ao amianto e seus efeitos na saúde ambiental.

Em 2003, na Alemanha (Dresden), a Conferência Europeia sobre Amianto, considerou inclusive que o amianto continuava a ser o mais importante agente tóxico cancerígeno, presente nos locais de trabalho, na maioria dos países.


Vias de Exposição ao Amianto

As três vias de exposição ao amianto são a cutânea, a ingestão e a inalação, sendo a última classificada como a que potencia maiores efeitos na saúde. Esta organização aponta ainda o desenvolvimento de uma série de neoplasias malignas, entre as quais cancro no pulmão, cancro do ovário, cancro da laringe ou cancro do estômago.

As fibras de amianto quando inaladas ficam imersas no muco do trato respiratório, sendo posteriormente deglutidas e conduzidas ao trato digestivo.

Alguns autores acreditam que as fibras são capazes de atravessar a mucosa gastrointestinal e serem transportadas para outros locais do organismo.

Contudo, segundo a OMS a ingestão de fibras de amianto não constitui perigo para a saúde.

Em termos ambientais, os efeitos manifestam-se nos humanos enquanto seres vivos de um habitat, expostos aos riscos de amianto.


Proibição do uso de amianto


A Diretiva 1999/77/CE da União Europeia proibiu a utilização de todas as fibras de amianto a partir de 1 de Janeiro de 2005.

Apesar de ser proibido utilizar o amianto a partir de 1 de janeiro de 2005, para aquele que já está aplicado, devem ser implementadas ações de controlo e monitorização.

No caso de serem identificadas situações com risco de exposição para as pessoas, quer em situações de saúde ocupacional, quer em situações de saúde ambiental, deverão tomadas medidas para corrigir e minimizar esta exposição.

Neste caso, os empregadores são obrigados a identificar a presença, ou a suspeita da presença, de amianto nos edifícios ou instalações e a transmitir essas informações a todas as pessoas suscetíveis de se encontrarem expostas ao amianto no âmbito da sua utilização, de trabalhos de manutenção ou de outras atividades no interior ou no exterior dos edifícios.

Segundo a OMS, desde que os materiais contendo amianto estejam em bom estado de conservação, ou seja, não aparentam vestígios de degradação ou fissuração, não estando a libertar fibras para o ar, não constituem um perigo para a saúde ambiental.

No caso de verificar que os materiais estão num avançado estado de degradação, onde o risco de libertação de fibras é maior, sugerimos que contate a Delegação de Saúde da região de modo a expor a situação.

Para melhor ajudar, a Quercus preparou uma listagem de Dúvidas mais frequentes sobre amianto (FAQ's) que se encontra disponível em:




Fontes:
Guia para Procedimentos de Inventariação de materiais com amianto e ações de controlo em unidades de saúde, ACSS, 2008;
Guia de Boas Práticas para prevenir ou minimizar os riscos decorrentes do amianto em trabalhos que envolvam ou possam envolver amianto, CARIT, 2006.

 

 

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